O corpo de Elisângela foi encontrado enterrado no quintal da casa da família; marido confessou crime e foi preso (Divulgação/ Polícia Civil) A professora Elisângela Barbosa Bueno de Almeida, de 44 anos, foi encontrada enterrada a mais de um metro de profundidade no quintal da casa onde morava com o marido, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, de 39, em Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O corpo estava em uma área específica do terreno, situada entre duas construções: uma residência térrea na parte da frente do imóvel e o sobrado onde a família vivia, nos fundos. Segundo apurado, o local apresentava sinais recentes de movimentação. A profundidade da cova chamou a atenção dos investigadores. Para ocultar o cadáver, o marido cavou o buraco e utilizou blocos de areia de uma obra que ainda seria realizada no imóvel para cobrir o corpo. Elisângela foi retirada do local pelo Corpo de Bombeiros. Versão contestada Antes de ser preso, Jacemir afirmou à polícia que estava mexendo no quintal para construir uma “quadrinha de areia” para o filho de 10 anos brincar. A explicação, no entanto, é considerada fantasiosa pelos investigadores. Durante o depoimento, o homem também mencionou suposto problema em um cano no terreno, o que reforçou a suspeita e levou os policiais a realizarem buscas no quintal, onde o corpo foi encontrado. Além disso, um vizinho relatou ter ouvido barulhos de escavação durante a madrugada de 21 de abril, por volta das 3h, vindos do terreno da casa. Apesar de estranhar o horário, ele disse que não desconfiou de um crime. Lesões e dinâmica do crime De acordo com o que foi apurado, Elisângela apresentava lesões no rosto. A investigação aponta que Jacemir teria agredido a esposa com um tapa, fazendo com que ela caísse e convulsionasse. Em seguida, ele teria decidido enterrá-la no quintal da residência. O filho do casal estava na casa no momento da agressão e pode ter presenciado o crime, segundo a Polícia Civil. Depois, o homem teria levado a criança à escola antes de iniciar a ocultação do corpo. Tentativa de despistar A professora ficou desaparecida por cerca de cinco dias. Durante esse período, familiares estranharam mensagens enviadas do celular dela, que apresentavam erros de português, algo incomum, já que Elisângela era professora. Também houve alteração na biografia do perfil da educadora em uma rede social, o que levantou a suspeita de que alguém estaria tentando se passar por ela. Prisão e investigação Jacemir foi preso em flagrante na noite de 24 de abril, após confessar o crime. O corpo da professora foi encontrado no mesmo dia, enterrado no quintal da casa. O caso foi registrado como feminicídio, ocultação de cadáver e violência doméstica. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em preventiva e a quebra de sigilo de aparelhos eletrônicos apreendidos para aprofundar as investigações.