A vítima foi levada para o Hospital Guarujá (Alexsander Ferraz/AT) Uma professora de 39 anos foi brutalmente agredida com socos e golpes na cabeça pela mãe de uma aluna do 2º ano na tarde de terça-feira (10) em Guarujá, Litoral de São Paulo. A vítima leciona na rede municipal de ensino e estava no ponto de ônibus quando, pelas costas, a mulher iniciou as agressões. A Prefeitura informou que a profissional foi afastada do cargo por recomendação médica. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Administração Municipal, a Secretaria de Educação de Guarujá (Seduc) tomou conhecimento de que uma professora da Escola Municipal Valéria Cristina Vieira da Cruz Silva, unidade do Bairro Morrinhos, foi agredida em via pública. A profissional ainda estava próxima da unidade de ensino no momento da agressão. Como foi Tudo aconteceu após o término do expediente. Nas redes sociais, a vítima expôs o caso citando ter vivido o dia ‘mais terrível’ de sua vida em 10 anos de magistério, como professora. “Depois de um dia de trabalho árduo, ao sair da escola, fui brutalmente agredida por uma mãe de aluno”, relatou. Segundo a vítima, a agressora a atacou com socos, chutes e puxões de cabelo. A profissional relembrou ter gritado por socorro, mas não foi ouvida. Conforme apurado por A Tribuna, outras mães de estudantes da unidade apartaram as agressões e socorreram a professora. “Consegui me levantar. Desesperada, corri em busca de ajuda. Com o rosto ensanguentado, voltei para escola e pedi socorro. Minha cabeça latejava de tanto socos e batidas contra o chão. Pedi a Deus para me salvar, rezei, sozinha tentei entender o porquê de tudo isso. Mas não há explicação para algo tão brutal e cruel”, publicou a professora. Ainda conforme a Prefeitura, a servidora pediu ajuda à diretora da escola, que imediatamente informou o ocorrido à Seduc, e a vítima foi encaminhada ao Hospital Guarujá. A educadora foi atendida e afastada por recomendação médica, além de ser encaminhada para registrar um boletim de ocorrência. Durante as investigações, a Seduc destacou fornecer todo o apoio necessário à servidora, além da comunidade escolar, por meio da disponibilização de acompanhamento psicológico e demais profissionais da equipe multidisciplinar, composta por assistentes sociais, psicopedagogos e fonoaudiólogos. Ainda segundo a Prefeitura, a Seduc abriu um processo interno para avaliar se há outras medidas cabíveis à Administração Municipal. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) divulgou que o caso foi registrado como lesão corporal, injúria e ameaça no 1º Distrito Policial (DP) de Guarujá. A vítima informou à Polícia Civil que foi agredida e ameaçada por uma mãe de um aluno. A SSP reforçou que a professora foi orientada quanto ao prazo para oferecer a representação criminal, necessária de acordo com a lei, por se tratar de crime de ação penal condicionada.