Segundo o Centro Paula Souza, professor da Etec de Cubatão será afastado de forma cautelar após a denúncia (Divulgação/ Centro Paula Souza) Um professor da Escola Técnica Estadual (Etec) de Cubatão, na Baixada Santista, foi afastado após ser acusado de assédio por um estudante de 20 anos, ex-aluno da unidade de ensino. O caso foi denunciado pelo jovem à Polícia Civil, que registrou boletim de ocorrência. Em nota para A Tribuna, o Centro Paula Souza (CPS), entidade que administra as Etecs no Estado de São Paulo, confirmou o afastamento cautelar do professor. (Confira o posicionamento mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O jovem contou para A Tribuna que começou a receber mensagens impróprias do professor no WhatsApp em maio de 2024. “Nessa época eu ainda não sabia quem tinha me mandado e por isso não dei muita bola de primeira. Depois de uns dias, eu recebi de novo esses elogios estranhos e resolvi investigar. Procurei no Google como descobrir o nome de alguém pelo número de celular e apareceu que era só tentar fazer um Pix e, se a chave fosse válida, iria aparecer os dados. Então, eu constatei que era esse ex-professor e bloqueei (o número)”, relata o jovem. O estudante frequentou a Etec de Cubatão entre fevereiro de 2023 e julho de 2024. Quando os assédios começaram, o jovem já não era mais aluno do professor acusado. Após bloquear o contato em maio, o rapaz passou a receber novamente mensagens de outro número em outubro do mesmo ano. Estudante recebeu mensagens de assédio pelo celular (Arquivo pessoal) ”Dessa vez, tive coragem de entrar em contato com a escola e fui orientado a fazer um boletim de ocorrência e denunciar em um portal do governo. A escola chegou a formalizar o ocorrido para o Centro Paula Souza por e-mail, porém o BO não foi pra frente e eu resolvi deixar pra lá”, relata. O que incentivou o estudante a denunciar nas redes sociais o caso foram novas mensagens enviadas por outro aplicativo de conversas, recebidas no último domingo (7). “Recebi outra mensagem, a mais invasiva de todas, pelo Telegram, porque todos os números dele já estavam bloqueados no WhatsApp. Nisso, corri para o Instagram e postei alguns dos prints das mensagens que ele mandou. Eu postei para ele não sair impune, porque todo mundo sabe que ele faz isso”, afirma o jovem. Mensagens foram enviadas pelo WhatsApp (Arquivo pessoal) Posicionamentos O Centro Paula Souza (CPS) informou para A Tribuna que o professor será afastado cautelarmente de suas atividades até a conclusão da apuração preliminar do caso e que a denúncia seguiu para a Controladoria Geral do Estado. Também afirmou que o Centro possui uma Comissão Permanente de Orientação e Prevenção contra o Assédio Moral e Sexual para capacitação de profissionais. Por fim, declarou que segue acompanhando o caso, está à disposição das autoridades e repudia toda e qualquer forma de assédio dentro e fora de suas unidades. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) disse que o caso foi registrado e é investigado pelo 3º Distrito Policial de Cubatão, "que realiza diligências visando o devido esclarecimento dos fatos. Demais detalhes serão preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial". A Tribuna procurou o professor acusado e aguarda resposta. O espaço segue aberto para manifestação. Caso ocorreu na área do 3º Distrito Policial (DP) de Cubatão (Reprodução/ TV Tribuna)