Caso é investigado pelo 3° Distrito Policial (DP) de São Vicente (Arquivo/G1 Santos) O professor de Educação Física acusado de importunação sexual contra alunas e que foi afastado de uma escola municipal em São Vicente, no litoral de São Paulo, negou qualquer ato criminoso. De acordo com a defesa, as acusações foram motivadas por uma aula com exame biométrico, que é uma avaliação para conhecer o estado físico das pessoas com base em medidas, como peso e altura, que fez em todos os estudantes. O caso ocorreu na Escola Municipal Francisco Martins dos Santos. Para A Tribuna, o pai de uma das alunas do 5º ano do Ensino Fundamental contou que ao menos cinco meninas relataram abusos. O professor foi afastado da função cautelarmente para o andamento do processo. O advogado Alexander Neves Lopes, que representa o professor, disse à reportagem que o homem não é titular da unidade escolar e estava apenas cobrindo a licença de 30 dias da professora de Educação Física da turma. “Ele nega veementemente todos os fatos registrados no Boletim de Ocorrência confeccionado em seu desfavor”, afirmou o advogado “Em momento algum era realizado toques nas alunas e alunos em qualquer parte do corpo. Também, não apertou ou empurrou o pescoço de qualquer estudante, bem como, não falou para nenhuma aluna que estava “no ponto”, disse Lopes, rebatendo as acusações. O advogado ainda informou que o professor prestou depoimento na Polícia Civil e segue à disposição das autoridades. “Muitas condutas atribuídas de forma capciosas fogem da figura do ato libidinoso, bem como do elemento subjetivo do crime de importunação sexual, que é o dolo de praticar contra alguém e sem sua anuência ato libidinoso”, diz a defesa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Prefeitura Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou que está aguardando informações oficiais das autoridades para dar prosseguimento às medidas necessárias. “A administração municipal salienta que não há orientação pedagógica para exame biométrico em aulas de educação física”, afirmou. Ainda segundo a prefeitura, o professor terá direito de prestar esclarecimentos. “O afastamento é cautelar e necessário para o andamento do processo. Há os trâmites legais, que incluem, também, o direito de defesa. O afastamento se dá para resguardar os direitos dos envolvidos, tanto das estudantes quanto do professor. Todavia, vale ressaltar que, caso comprovadas tais acusações, o acusado estará sujeito a exoneração”. De acordo com a administração municipal, as alunas envolvidas estão recebendo suporte, com acompanhamento diário da equipe de supervisão de ensino. “Por fim, a Seduc ressalta que não tolera ocorrências de assédio e respeita os trâmites legais dos órgãos de Justiça para tomar as providências cabíveis”, destacou. Em nota, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como importunação sexual no 3º DP de São Vicente. Segundo a pasta, o vice-diretor da unidade procurou a delegacia após ser informado pelas cinco vítimas de que o professor teria as importunado sexualmente. A secretaria confirmou o acionamento da PM e informou que a Polícia Civil trabalha para o esclarecimento dos fatos.