[[legacy_image_267594]] O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, que espancou a chefe em Registro, no Vale do Ribeira, em junho do ano passado, passou por interrogatório nesta quarta-feira (17), durante uma audiência de instrução. Ela foi acompanhada pela vítima, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, por videoconferência. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Além de Demétrius, a Justiça ouviu testemunhas sobre o caso, que foram convocadas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela defesa do procurador. "Temo pela soltura de uma pessoa que eu acredito que é perigosa, não só pra mim, como pra sociedade também. Esperamos que a verdade prevaleça, que a justiça seja feita, e que ele tenha a penalidade que mereça", disse Gabriela para a TV Tribuna. Internação Em fevereiro, o procurador foi levado para um hospital psiquiátrico em São Paulo, após ficar preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. Um laudo assinado pelo médico Renato Fukuda indica que Demétrius não apresentava "evolução no seu quadro clínico mesmo após readequação medicamentosa". No mesmo documento, aponta-se que o procurador apresentava "coportamento de personalidade narcisista, combativo, ficando em estado de alerta nega-se ingerir os medicamentos prescritos pelo psiquiatra impossibilitando a melhora do quadro clínico". Com base no laudo, o juiz Rafael Ernane Neves, da Comarca de Registro, entendeu que o procurador tinha um quadro de "inimputabilidade" no dia das agressões, sem entender o que estava fazendo.