[[legacy_image_250843]] O procurador Demétrius Oliveira de Macedo, que espancou a chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros em Registro, Vale do Ribeira, em junho do ano passado, foi internado em uma ala de psiquiatria após passar por avaliação médica. A defesa afirma que ele sofre de "esquizofrenia paranoide". Para A Tribuna, a vítima disse que confia que a "justiça será feita". Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo (SAP) informou, em nota, que o procurador está internado desde segunda-feira (27) no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, em São Paulo, depois de passar por avaliação médica no presídio de Taiúva. Oliveira ficou conhecido nacionalmente ao ser filmado espancando a procuradora-chefe dentro da Prefeitura de Registro. Ele foi preso três dias após o ocorrido ao ser localizado em uma clínica médica na cidade de Itapecerica da Serra (SP). Sem previsão de altaPor meio de nota, o escritório de advocacia Marco Antonio Modesto, que faz a defesa do procurador, disse que Demétrius não tem previsão de alta e que a avaliação médica "constatou que o seu quadro clínico não tem apresentado evolução". "A necessidade de internação psiquiátrica do Dr. Demétrius já havia sido identificada e reportada em relatório médico oficial pelo psiquiatra do Presídio de Tremembé", afirma o escritório. A defesa declarou ainda que peritos do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) atestaram quadro de "esquizofrenia paranoide, transtorno crônico e incapacitante, que requer acompanhamento, tratamento e manejo em ambiente hospitalar adequado". A vítimaAo comentar sobre a internação, Gabriela Samadello disse que respeita os apontamentos médicos, mas que confia na condenação do agressor. "Estou entristecida com essa situação. Mas respeito a opinião dos médicos, embora discorde. E tenho confiança que a justiça será feita. A vítima sempre deseja a condenação. Não tem sido fácil, estou em tratamento psicológico. Estou ainda em fase de ressignificação do trauma", disse a procuradora.