Caso aconteceu após a mulher sair de uma farmácia em Santos (Vanessa Rodrigues/AT) A Fundação Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) notificou a rede Raia Drogasil para esclarecer o episódio em que uma mulher negra foi abordada sendo acusada de furto na última segunda-feira (21) em uma unidade de Santos. Em nota, afirma que o caso poderá ser caracterizado como racismo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Procon-SP usou como base as informações veiculadas na imprensa e nas redes sociais de que a mulher estaria pesquisando preços quando, ao sair do estabelecimento, foi acusada de furto. Também destacou que, sem qualquer motivo aparente, a vítima foi constrangida por seguranças e empregados. O caso aconteceu na unidade da Avenida Senador Pinheiro Machado, no Bairro Pompéia. Conforme noticiado em A Tribuna, a vítima é assessora de imprensa e pesquisava preços para um projeto que estava em andamento com uma marca de desodorante e foi acusada de levar o produto sem pagar. Com o Procon Racial sendo um canal específico para denúncias sobre atitudes racistas durante relações de consumo, a Fundação pediu por informações sobre as providências adotadas após ter ciência do episódio, além da participação de trabalhadores terceirizados e próprios. Além disso, também solicitou um levantamento sobre quais ações de prevenção serão adotadas pela rede Raia Drogasil para evitar a repetição de casos semelhantes. Um supervisor e um segurança foram apontados como os autores das acusações contra a mulher. Outro ponto da notificação é também que a RD Saúde identifique a empresa da qual contrata serviços de segurança para que esta também seja notificada a prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Essas informações devem ser enviadas até a próxima terça-feira (29) e o Procon também indicou que, independentemente de quaisquer outras ações, convidará a empresa a aderir aos 10 princípios para o enfrentamento do racismo nas relações de consumo. A Fundação entende que as empresas precisam adotar protocolos de prevenção a práticas racistas em suas unidades. Procurada pela reportagem de A Tribuna, a RD Saúde disse, em nota, que colabora com todas as instituições envolvidas no caso.