[[legacy_image_356485]] A Justiça de Santos negou o pedido de prisão do suspeito de estuprar uma mulher em situação de rua em plena luz do dia, em uma calçada da Rua Brás Cubas, no Centro de Santos, durante a manhã de 1º de maio (Dia do Trabalho). A solicitação foi apresentada pela Polícia Civil e sustentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, na decisão, a juíza diz que "não há fundamento" para o decreto de prisão preventiva do suspeito e que não é o caso de “detenção temporária”. Mesmo não tendo deferido o pedido de prisão, a juíza determinou uma medida cautelar que proíbe o homem de manter contato com a mulher em situação de rua. O suspeito de ter cometido o estupro também está proibido de sair de Santos sem autorização da Justiça. Na sentença, a juíza ainda ressaltou que, como o homem já foi identificado e prestou depoimento, não há necessidade de ser preso temporariamente durante as investigações do caso. Também de acordo com ela, fica "evidente" que a liberdade do suspeito não traz risco à ordem pública, porque os envolvidos e testemunhas prestaram depoimentos à polícia, além de a suposta vítima não ter sido submetida ao exame de corpo de delito, nem ao exame sexológico. O atoNas imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver um homem com jaqueta preta e calça marrom clara tocando nas partes íntimas da mulher, que estava dormindo em cima de placas de papelão. Logo em seguida, ela percebe que está sendo abusada e começa a tentar afastar o homem com a perna. Em outro vídeo, vê-se que uma tampa de lixeira foi colocada bem na frente dos dois, para tentar 'esconder' a cena. A partir daí, o homem começa a fazer movimentos e posições que caracterizam estar mantendo relação sexual com a mulher. Em seguida, o homem fecha o zíper da calça e a mulher se levanta e sai andando do local. Versão da mulherA mulher em situação de rua de 45 anos deu depoimento na tarde de quinta-feira (9) na Delegacia de Defesa da Mulher de Santos (DDM) sobre o caso. Ela alegou que realmente foi vítima de violência sexual, contradizendo a versão do suspeito, que, em depoimento na quarta-feira (8), disse que não cometeu o crime, pois teria pagado R\$ 10 e um lanche por programa com a mulher. De acordo com a delegada da DDM, Débora Peres Lázaro, a mulher foi encontrada na quinta-feira no Fórum de Santos, por meio de uma denúncia, e foi levada para a delegacia por uma assistente social. No depoimento, a mulher relatou que o suspeito a abordou enquanto dormia. O homem, segundo ela, apertou suas mãos com força e encostou o órgão sexual no corpo dela, porém sem haver penetração. Ainda de acordo com o relato da vítima, o suspeito saiu do local ao perceber que a rua estava começando a ficar movimentada. Ela também disse que não lembra de mais detalhes, até pelo fato de a ação ter acontecido de maneira muito rápida. Versão do suspeitoO homem suspeito de estuprar a mulher em situação de rua disse, em depoimento, que estava sob o efeito de bebida alcoólica e droga durante o ato sexual em plena luz do dia na Rua Brás Cubas, no Centro de Santos. A informação foi confirmada pela delegada Deborah Perez Lázaro, da Delegacia de Defesa da Mulher, na quarta-feira (8). O suspeito é morador de Praia Grande e trabalha em Santos. No momento do ato, ele estava voltando para casa após curtir o fim do expediente com um amigo. A delegada disse que o homem contou que estava com um amigo e que consumiu bebida alcoólica e um pino de cocaína. No relato, o suspeito teria dito que, quando passou pelo local, avistou a vítima que estava na calçada e disse que foi um sexo consentido. O suspeito nega qualquer tipo de penetração.