[[legacy_image_248841]] O investigador da Polícia Civil que foi agredido durante tentativa de fuga de presos, na tarde de terça-feira (21), na cadeia anexa ao 5º Distrito Policial (DP) de Santos, foi surpreendido com um mata-leão por um dos criminosos quando se aproximou da cela para fazer a contagem dos detentos para levar alimentação. A Tribuna teve acesso ao depoimento do policial em boletim de ocorrência (BO). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O policial, de 46 anos, estava desarmado e na área de acesso às celas, chamada de ‘gaiola’, quando cinco presos o atacaram. Enquanto um segurava, outros quatro o agrediam, inclusive com uma barra de ferro na cabeça. Os criminosos haviam conseguido sair de suas celas depois que um deles, enquanto fazia a faxina do pátio, conseguiu pegar as chaves. Segundo o registro da ocorrência, o investigador caiu no chão, atordoado pelas agressões, e os presos foram para a frente da delegacia, onde se depararam com outro policial, um carcereiro, de 59 anos. Os bandidos tentaram tomar a arma do agente em luta corporal. Mesmo ferido pelos golpes recebidos, o investigador conseguiu se levantar, pegar a arma que estava na sala do plantão e ir em auxílio do colega. Ele teria dado ordem de rendição aos amotinados, mas eles não recuaram e partiram em sua direção. Foi quando o policial disparou contra os presos, matando dois e deixando outros dois feridos. O quinto bandido conseguiu fugir pulando o muro do local (veja o vídeo abaixo). Morreram no local Marco Antonio Feriozzi dos Santos, de 28 anos, e Huberth Miguel de França, 19, que teria desferido o golpe com a barra de ferro na cabeça do policial. Outros dois bandidos foram baleados e encaminhados à Santa Casa de Santos. Diogo Rosário Silva, de 24 anos, está foragido. No total, sete presos estavam na cadeia. Um deles permaneceu dentro da cela e outro estava no seguro, espaço reservado a detentos que cometeram crimes sexuais, isolado dos demais. O investigador continua internado em observação em uma unidade hospitalar, enquanto o carcereiro foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e liberado em seguida. PosicionamentoO Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil de Santos e Região (Sinpolsan) emitiu nota sobre a ocorrência no 5º DP, frisando que a ação do policial, “violentamente atingido com um pedaço de ferro na cabeça”, foi para conter uma fuga. “Diante deste cenário, o policial reagiu repelindo a injusta agressão e também iminente rendição dos dois policiais, diante da ação violenta dos presos. O Sinpolsan esclarece que o policial não desferiu tiros imotivadamente, mas sim para preservar a integridade física dele e do outro policial, além de procurar evitar a fuga iniciada”.