[[legacy_image_322095]] O guarda civil municipal de Santos, de 28 anos, que aparece em um vídeo atirando na cabeça do próprio cachorro não tinha autorização para utilizar armas. A informação foi dada Prefeitura de Santos, por meio de uma nota divulgada pela rede social Instagram. O município ainda informou que o GCM será afastado das atividades até o término da apuração do caso. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu no último sábado (23) na Rua Luis Lafraia, no bairro Beira Mar, em São Vicente. Questionado pela polícia, ele confessou que atirou na cabeça do cachorro, mas alegou que estaria em um surto emocional. Em nota, a Prefeitura de Santos informou que o GCM envolvido na ocorrência que culminou na morte de um cachorro, em São Vicente, estava de folga e utilizava armamento particular, ou seja, que não pertencia à Guarda Municipal. “O GCM integra a corporação por meio de concurso público e nunca utilizou armamento no exercício das suas funções, não tendo autorização para uso de armas da GCM”. O Município ainda reiterou que a Corregedoria da Guarda Civil Municipal acompanhará o andamento da investigação policial e o GCM será afastado imediatamente das atividades externas até o término da apuração dos fatos. A Prefeitura informou que o servidor também responderá a um processo disciplinar, conforme o Estatuto do Servidor de Santos, e estará sujeito a penalidades que incluem a exoneração do cargo. Por fim, o executivo termina a nota dizendo que o caso já está sendo apurado com máximo rigor e que a Administração Municipal rechaça todo e qualquer ato de violência e crueldade contra animais. InvestigaçãoO caso foi registrado no 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente, como crime ambiental por prática de ato de abuso aos animais. Diante disso, a Polícia Civil de São Vicente instaurou um inquérito policial contra o GCM. A investigação teve início após denúncias efetuadas pelo portal de disque denúncias. Ao serem informados, os policiais teriam ido até o endereço informado e conversaram com os pais do GCM. Eles disseram que haviam sido atacados pelo cachorro da família no dia anterior e, por conta disso, teria entrado em contato por telefone com o filho. O GCM foi intimado a comparecer na delegacia e prestou depoimento formal sobre o fato. Nas declarações à polícia, ele disse que havia recebido uma ligação da mãe dizendo que estaria sendo atacada pelo cachorro. Com isso, ele saiu da casa da namorada e foi em direção a residência onde morava com os pais e, ao abrir o portão, o cachorro teria saído em disparada. O acusado relatou que teria entrado na casa e encontrou o pai com ferimento na barriga, e a mãe ferida no braço e nas pernas. Após isso, ele contou que saiu com a moto para tentar localizar o cachorro e ao encontrá-lo, teria visto o animal transtornado, Por isso, ele alegou que foi obrigado a efetuar o disparo contra o cachorro. De maneira informal, ele disse à Polícia que teria feito o disparo, pois estaria em surto emocional. A Polícia teve acesso a imagens de câmeras de monitoramento. Com o material, a equipe conseguiu verificar que o GCM estava mentindo, quando disse que o cachorro estava descontrolado. Isso porque nos registros, em nenhum momento é possível observar o cachorro apresentando comportamento agressivo.