Policial da reserva foi baleado durante a perseguição na divisa de Praia Grande e Mongaguá (Reprodução/ Redes sociais) O Ministério Público Estadual (MP-SP) denunciou o policial militar da reserva Hércules Adriano dos Santos após a perseguição policial que terminou com ele baleado na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na divisa entre Praia Grande e Mongaguá, no litoral de São Paulo, no dia 17 de fevereiro. Caso a Justiça aceite o pedido, ele responderá por posse irregular de arma de fogo, porte ilegal, disparo de arma de fogo, posse de arma com numeração suprimida e resistência. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o MP, a Justiça já intimou o policial militar da reserva para apresentar defesa, mesmo ele estando internado no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, onde aguarda cirurgia em razão dos ferimentos sofridos durante a abordagem policial. Segundo a denúncia, no dia dos fatos, Hércules chegou em casa, em Mongaguá, pegou uma sacola e colocou roupas e armas após municiá-las. Em determinado momento, ainda de acordo com o documento, ele teria ameaçado tirar a própria vida e matar a cachorra da família, dizendo que a esposa assistiria à cena. Ainda conforme a acusação, o policial da reserva afirmou que faria a divisão do dinheiro que mantinha em casa em espécie e deixou R\$ 249,4 mil sobre a cama. A esposa teria, então, trancado o marido dentro do imóvel e descido para o térreo para pedir ajuda. Nesse intervalo, três disparos de arma de fogo foram feitos dentro do apartamento. A Polícia Militar foi acionada para atender à ocorrência. Segundo a corporação, quando as equipes chegaram ao local, Hércules deixou a residência conduzindo um veículo, o que deu início a uma perseguição que seguiu até a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Durante a fuga, o carro conduzido por Hércules colidiu com a mureta de proteção da rodovia, em um trecho próximo à divisa entre Praia Grande e Mongaguá. Na sequência, houve disparos por parte das equipes policiais. De acordo com os autos, o policial da reserva foi atingido por cinco tiros – um na cabeça, um no tórax, dois no braço esquerdo e um na perna direita. Apesar dos ferimentos, ele estava estável e recebeu atendimento médico no local antes de ser encaminhado ao Hospital Irmã Dulce. Armas irregulares e dinheiro investigado Durante a abordagem, os policiais encontraram cerca de R\$ 258 mil em dinheiro dentro da mochila do suspeito. Na residência, outros R\$ 249 mil foram apreendidos, totalizando aproximadamente R\$ 508 mil em espécie. Diante da quantia encontrada, o MP pediu que a Justiça determine a abertura de um inquérito policial específico para investigar a origem do dinheiro. A denúncia também aponta que o policial da reserva portava e mantinha armas e munições sem autorização ou em desacordo com a legislação. Entre os itens apreendidos estavam uma pistola Glock calibre .380 municiada, dezenas de munições de diferentes calibres, carregadores e três armas com numeração suprimida. Habeas corpus negado Na segunda-feira (2), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa foi negado. Na decisão, o relator Amaro Thomé, da 14ª Câmara de Direito Criminal, afirmou que não há ilegalidade evidente na manutenção da prisão. “A concessão da tutela de urgência reserva-se aos casos excepcionais de ofensa manifesta ao direito de ir e vir”, escreveu o desembargador, destacando que o pedido liminar já havia sido analisado anteriormente e indeferido por não haver "indícios de constrangimento ilegal".