[[legacy_image_24]] A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo informou que afastou os dois policiais militares suspeitos de estuprarem uma mulher, de 19 anos, em Praia Grande. O caso é investigado pela Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) do municipío e pela Corregedoria da Polícia Militar. A informação foi confirmada pela pasta ao portal de notícias G1. De acordo com a SSP,laudos periciais foram solicitados e as circunstâncias relativas aos fatos estão sendo apuradas. Segundo a vítima, o caso ocorreupor volta das 23h30 do último dia 12. O estupro teria ocorrido dentro da viatura dos policiais. Depois do suposto abuso sexual, a jovem se dirigiu à residência de um “tio de consideração”, em São Vicente, que denunciou o caso à própria PM. Outros policiais foram checar a acusação e acionaram ambulância para a vítima. A mulher foi levada inicialmente para o Hospital da Mulher, no Centro de São Vicente. Depois, passou pelo Hospital Municipal, que fica na mesma rua. Antirretrovirais para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e AIDS foram prescritos à vítima. A moça também foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) de Santos para a realização de exames e, por fim, à Delegacia de Praia Grande, onde o caso foi registrado como estupro. Os policiais acionados para apurar o caso encontraram o celular da jovem dentro da viatura, do modelo Fiat Uno Attractive e prefixo I-45135. Para a detecção de eventuais vestígios do crime, o veículo foi apreendido para perícia. Após a localização do celular na viatura, os soldados alegaram que tentaram devolvê-lo à vítima depois de lhe “prestar apoio”. No entanto, conforme justificaram, ela já havia embarcado em um ônibus no terminal de Tude Bastos. [[legacy_image_69953]] 'Me deixaram na rodoviária como se nada tivesse acontecido' Em entrevista paraA Tribuna On-Line, a mulher contouque foi estuprada pelos PMs na Área de Lazer Ézio Dall'Acqua, o Portinho, ponto turístico de Praia Grande localizado às margens do Mar Pequeno e próximo da Avenida Ayrton Senna da Silva. Os suspeitos negam o crime. A jovem declarou que voltava de ônibus do aniversário de uma amiga e não desceu no ponto correto. Ela pretendia desembarcar em São Vicente, e o coletivo seguiu para Praia Grande. Avisado sobre o engano, o motorista parou em um posto de combustíveis na Ayrton Senna para a jovem descer. Ele também a orientou a atravessar a avenida para pegar outro ônibus com destino a São Vicente. Já no lado oposto da pista, a vítima afirmou que se aproximou de uma viatura e indagou um policial sobre a localização do ponto mais próximo. Logo em seguida, se aproximou outro policial. “Ele perguntou se era casada e menor de idade. Respondi que não, e ele ofereceu carona de viatura até a rodoviária, onde seria mais fácil pegar um ônibus”, contou. Porém, o policial que ofereceu carona sentou-se no banco traseiro com a vítima. Ao invés de a viatura seguir para o terminal, ela foi para o Portinho. O abuso aconteceu com o veículo em movimento. O soldado que dirigia nada falou, conforme a versão da moça. Segundo a jovem, o PM que se sentou no banco traseiro tirou a roupa dela e realizou sexo vaginal. Depois, a forçou a realizar sexo oral nele até ejacular, sem o uso de preservativo. Consumado o abuso, o soldado saiu do veículo para se limpar passou para o banco da frente. “Graças a Deus que o outro [policial] não quis. Em seguida, me deixaram na rodoviária como se nada tivesse acontecido. Eu atravessei desesperada e nem notei que meu celular ficou no carro”, desabafou a vítima.