Hildebrando e Davi foram mortos por policiais militares, que agora se tornaram réus (Arquivo pessoal) Três policiais militares se tornaram réus por mortes durante a Operação Verão 2023/2024 no litoral de São Paulo. A Justiça acolheu a denúncia do Ministério Público (MP) que cita, inclusive, os envolvidos na morte de Hildebrando Neto, de 24 anos, que era deficiente visual. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dois oficiais e um cabo da PM viraram réus por dois casos. Um major é réu por um homicídio consumado qualificado em Santos. Assim como um capitão e um cabo, que passaram para a condição de réus pela morte de Hildebrando e Davi Gonçalves Júnior, de 20 anos. De acordo com a TV Tribuna, o major descreveu que a vítima portava uma arma, mas essa versão foi desmontada pelos promotores de justiça. Ainda não há data para o julgamento. No segundo caso, o capitão e o cabo foram denunciados pelo Ministério Público (MP) pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e com emprego de recurso que dificulta a defesa da vítima. Segundo o G1, a denúncia foi aceita em 30 de janeiro pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP). As duas mortes aconteceram na Avenida Vereador Oswaldo Toschi, em São Vicente, no dia 7 de fevereiro de 2024. Na data, Hildebrando foi confundido com um criminoso e executado pelos policiais. Entretanto, o jovem era cego de um olho e tinha apenas 20% de visão no outro. Já Davi Gonçalves Junior, que presenciou o crime, teria sido morto como queima de arquivo, segundo o MP. O MP destacou que Hildebrando foi morto por ter sido confundido com Kaique Coutinho do Nascimento, conhecido como Chip. Ele é apontado como assassino do policial Samuel Wesley Cosmo, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Na época dos fatos, a terceira fase da Operação Verão foi deflagrada em resposta à morte de Samuel para encontrar o autor do crime. Segundo o G1, os policiais tinham o endereço da casa da namorada de Kaique, ex-esposa de Hildebrando, que não morava mais no imóvel. "Hildebrando foi morto por ter sido confundido com o assassino (Chip) do Policial da Rota Cosmo, e Davi porque testemunhou sua execução (queima de arquivo). Para encobrir o acerto de contas da Rota, os acusados adotaram condutas para dissimular confronto e encontro de armas (pistolas e fuzil)", indica a denúncia.