[[legacy_image_326054]] Um casal de turistas de Indaiatuba passou por momentos de apuros enquanto chegavam para dias de descanso em Praia Grande. Devido ao grande volume de chuva, eles ficaram ilhados em um alagamento, na Avenida Castelo Branco, próximo ao bairro Vila Caiçara. A Tribuna conversou com os envolvidos nesta sexta-feira (12). O funcionário público aposentado Marcos Bento, de 59 anos e sua esposa, também funcionária pública, Clélia Rodrigues Duarte Bento, de 68 anos, e o cachorro do casal, o Zyon, estavam chegando ao apartamento que alugaram para se hospedar durante dez dias, quando foram surpreendidos pela forte chuva, na noite da quinta-feira, 4 de janeiro. A mulher conduzia o veículo e o homem, deficiente físico, ia no banco do passageiro. Após rodarem o bairro devido a um problema no GPS, pararam o carro. “Quando eu olhei já era tarde demais, já estava tudo alagado, não tinha como eu ir nem para frente, nem para trás. Eu eu já estava dentro d'água, aí o carro parou" O casal ainda lembra que por ser uma avenida, caminhões e ônibus passavam pelo local, o que fazia o carro balançar e entrar mais água. Segundo Clélia, a água estava na altura do banco. “Bateu um desespero enorme. Agora eu sei que não era para tanto, não era tanta coisa, mas como você vê na televisão, você vê os carros tudo alagados… Eu já imaginei mil coisas: que o carro ia boiar, que a água ia chegar ao teto, que eu ia morrer afogado”. Marcos, mais tranquilo, tentou buscar socorro e acionou as autoridades. Uma delas foi a Polícia Militar, às 20h25, que prontamente atendeu a ocorrência. “Ela tava chorando, gritando, né? Falei, ‘calma que tudo vai resolver, você vai ver, vai aparecer uns abençoados para nos ajudar’”, lembra. Minutos depois, policiais militares que estão atuando na Operação Verão apareceram no local e socorreram o casal. “Graças a Deus os anjos passaram por lá (...) Eles foram lá, tiraram minha esposa do carro, aí eu fiquei dentro do carro, no banco do passageiro. Eles empurraram o carro, fiquei até com dó deles, que molharam os calçados dele”, conta o aposentado. Clélia lembra que estava com um mau sentimento sobre vir à Baixada Santista, mas ignorou. “Eu não queria vir. Eu vim para sair um pouco e para ele se distrair um pouco também, mas meu coração me dizia que alguma coisa ia acontecer. Mas eu pensava em acidente, não aconteceu, graças a Deus. Mas depois teve esse incidente”, diz. Apesar do ocorrido, deu tudo certo no final: o casal foi resgatado - e, inclusive, Clélia foi carregada no colo por um dos agentes - e chegou bem ao seu destino, junto com o carro, que também foi salvo. Entretanto, eles dizem que tudo isso graças ao trabalho da PM. “Para mim, a Polícia Militar foi tudo nesse momento. Porque se não fosse eles, eu não sei o que seria da gente. Se ninguém socorresse, como é que eu ia fazer? Eu ia ficar a noite inteira ali, dentro daquele carro, esperando a água baixar ou subir, sei lá”, diz a mulher. [[legacy_image_326055]] OcorrênciaAo todo, três viaturas foram até a avenida, onde outros carros também estavam ilhados. Os agentes que atenderam a ocorrência fazem parte da leva que veio reforçar a segurança na Baixada Santista durante a temporada, com a Operação Verão e atuam no 45º Batalhão, em Praia Grande - cidade conta com um reforço de 427 PMs. À Reportagem, o Segundo o 2º Sargento W. Arruda, que veio de São José do Rio Preto, explica que durante a temporada e chuvas de verão, os policiais já ficam atentos às ocorrências de alagamento. “A gente já tinha mais ou menos um mapeamento da cidade e onde pode ocorrer esse tipo de alagamento na via. Nós ficamos mais ou menos patrulhando próximo, porque justamente, se caso tiver uma necessidade dessa, a gente está apoiando”, explica. Em nome de todos os agentes que participaram da ocorrência e receberam o carinho do casal, Arruda diz que sente muito orgulho. “Acho que somos unânimes, é orgulho, né? O orgulho em fazer parte da instituição e poder estar ajudando pessoas sem saber quem é, porém, pessoas do bem, que necessitam desse tipo de ajuda nesse momento tão difícil que estão passando”, aponta. O Tenente Coronel Sidney, comandante do batalhão, também mostrou orgulho à equipe. “É muito bom a Polícia Militar ter esse retorno da população do nosso serviço, porque a gente trabalha, mas não temos esse termômetro. Quando temos momentos assim, que as pessoas reconhecem o nosso trabalho, isso nos envaidece e tentamos fazer cada vez melhor”. [[legacy_image_326056]] RecomendaçõesOs agentes ainda deram recomendações, caso alguém também fique ilhado durante um alagamento. Entre elas estão: Procurar um local seguro, como um posto de gasolina para estacionar ao perceber que as chuvas estão fortes. “Essa é uma recomendação que a gente dá porque evita de passar de repente um ponto de alagamento principalmente quem não conhece a cidade né”, explica Arruda. Outra recomendação foi evitar estacionar embaixo de árvores, “Porque além dos raios procurarem sempre o ponto mais alto, ou seja, a copa das árvores, pode acontecer da árvore cair e se ela cair em cima do veículo pode causar até a morte”, complementou o Tenente PM Bovenzo, que é comandante da CIA de verão. Também é recomendado que a pessoa observe o nível da água, em caso de alagamento e, se possível, permaneça dentro do veículo, principalmente se a tempestade contar com raios. [[legacy_image_326057]] Participaram da ocorrência os policiais militares que vieram de diversas cidades do Estado: Cabo PM André, de Avaré; Soldado PM Del Lama, de Ribeirão Preto; Soldado PM H. Soares e o Soldado PM Setto, de Piedade; Soldado PM Anna Couto, de Batatais; os Soldados Ortega, Silva e o 2 º Sargento W. Arruda, de São José do Rio Preto e também a 2º Sargento Mara, que veio de Campinas.