O 12º suspeito da morte do PM é conhecido como Irmão Biel; ele foi preso numa comunidade de Guarujá, nesta segunda (3) (Reprodução e Arquivo Pessoal) (Reprodução e Arquivo Pessoal) O último (e décimo segundo) suspeito de envolvimento na morte do PM Luca Romano Angerami foi preso no bairro Santo Antônio, em Guarujá, na manhã desta segunda-feira (3). O homem se chama Gabriel Santos de Jesus e é mais conhecido como Irmão Biel. As equipes da Força Tática da PM o encontraram na comunidade e o trouxeram para o Palácio da Polícia de Santos, onde está detido temporariamente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Angerami desapareceu no dia 14 de abril após ser visto pela última vez na comunidade Santo Antônio, em Guarujá. Seu corpo foi encontrado em 20 de maio em uma área de difícil acesso no Morro da Vila Baiana, após 36 dias de buscas e trabalhos intensos das polícias civil e militar. Durante as investigações, 12 ossadas também foram encontradas no local. De acordo com o delegado do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), Fabiano Barbeiro, o suspeito encontrado nesta segunda (3) tem duas passagens por roubo. Além disso, está sendo investigado por organização criminosa, associação ao tráfico e homicídio. O trabalho policial contou com a participação de um departamento especializado da PM, que só investiga a morte de agentes. Com isso, 12 suspeitos estão presos de forma temporária por envolvimento na morte do PM Luca Angerami. O delegado Fabiano Barbeiro explicou que, a partir de agora, as investigações se encerram. Quando o inquérito estiver concluído, ele será encaminhado para o Ministério Público (MP), que determinará se os homens capturados serão julgados pela Justiça. Desaparecimento O PM Luca Romano Angerami foi visto durante a madrugada de 14 de abril em uma adega no Santo Antônio, em Guarujá, com dois amigos. As câmeras de monitoramento flagraram o soldado sendo acompanhado por um homem até a biqueira onde foi visto pela última vez. Na manhã do dia em que desapareceu, o carro dele foi encontrado abandonado na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, também em Guarujá. A chave do veículo estava sobre o porta-malas. Encontro do corpo do PM O soldado, de 21 anos, foi torturado e julgado pelo ‘tribunal do crime' antes de ser executado, em Guarujá. Na coletiva de imprensa realizada no Palácio da Polícia, em Santos, na tarde de 20 de maio, a polícia confirmou essas informações e apresentou detalhes sobre as investigações e o encontro do corpo de Luca. O cadáver do PM foi achado em uma área de mata fechada e de difícil acesso, no Morro da Vila Baiana, em Guarujá, na manhã de 20 de maio, após 36 dias de buscas, em uma operação conjunta das polícias militar e civil. Seis policiais acharam o corpo após duas horas de caminhada pela mata do morro. Eles conseguiram localizá-lo com a ajuda de um colaborador que sinalizou o caminho para chegar até a cova. O cadáver estava enrolado em vários lençóis e enterrado numa cova de aproximadamente dois metros de profundidade. O que ajudou a polícia a identificar se o corpo era de Luca foram as tatuagens e sua arcada dentária. Mesmo após um mês do seu desaparecimento, o cadáver não estava em estado avançado de decomposição, porque, de acordo com o delegado Fabiano Barbeiro, as condições geográficas e geológicas ajudaram a preservar o corpo, por ser uma região úmida.