Um procurado pela Justiça, especialista em desenvolver e comercializar programas de computador para quadrilhas responsáveis por falsas centrais telefônicas, conhecido como "Joker", foi preso em Santos, no litoral de São Paulo. Ele já havia sido detido durante uma operação da Polícia Civil de Sergipe, mas acabou sendo solto após obter liberdade concedida pela Justiça. No entanto, passou a ser considerado foragido depois de ameaçar a delegada responsável por sua prisão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A nova detenção ocorreu nesta quinta-feira (30). Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a captura foi resultado de uma extensa operação de monitoramento das atividades do suspeito, realizadas principalmente na Dark Web, área da internet utilizada por criminosos para trocar informações e adquirir softwares desenvolvidos para práticas ilegais. Um dos principais "produtos" comercializados era um programa capaz de disparar chamadas telefônicas com o objetivo de capturar dados de identificação e senhas das vítimas. As investigações permitiram localizar a base operacional do suspeito, culminando em sua prisão. Joker já havia sido preso em 2023 durante a Operação Falsa Central, deflagrada pela Polícia Civil de Sergipe. Entretanto, conforme informou a corporação paulista, ele obteve liberdade em 2024. Posteriormente, a Justiça de Sergipe decretou novamente a prisão do criminoso pelos crimes de coação e ameaça contra a delegada responsável pela primeira detenção. Desde então, ele permanecia foragido. Durante a ação, os policiais apreenderam notebooks, um celular e um HD externo contendo arquivos utilizados nos crimes. Todo o material será submetido à análise pericial. A captura de Joker foi realizada por policiais da 5ª Delegacia da Disccpat, especializada em investigações sobre roubos a bancos. A Tribuna entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para obter mais informações sobre a prisão do procurado. No entanto, não houve resposta até a publicação desta matéria. Mais informações sobre “Joker” e dos seus crimes não foram divulgadas pela polícia.