[[legacy_image_131662]] A polícia começou a investigar nesta segunda-feira (6) o caso do homem que deu um tapa nas nádegas de uma mulher de 37 anos, em Praia Grande. O crime de importunação sexual ocorreu enquanto ela pedalava, na última sexta-feira (3), na Rua Santa Rita de Cássia, no Bairro Vila Caiçara. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ela esteve na Delegacia da Mulher de Praia Grande, onde registou um boletim de ocorrência. "Eu estava indo trabalhar e não percebi que ele estava me seguindo. Chegou perto de mim, mas não consegui ver o rosto dele, só senti o tapa", relatou à Reportagem. A mulher foi a residências próximas ao local onde o caso ocorreu para buscar câmeras de monitoramento que tivessem flagrado o crime. Um vídeo encontrado por ela e ao qual a Reportagem teve acesso mostra o momento em que o homem se aproxima e encosta a mão direita nas nádegas da vítima. A advogada especialista nos direitos da mulher, Thais Périco, afirma que as falas das vítimas deveriam ter mais poder durante uma denúncia, "mas provas como esta nos tornam mais críveis. (...) Ainda assim, é triste ter de sair do lugar de violação e de desrespeito e correr atrás de provas". Para Thais, deveriam ocorrer mudanças na cultura machista. "A sociedade precisa pensar além da repressão penal. As crianças são educadas em ambientes violentos. Veem violência em casa, com a mãe e a irmã, e naturalizam muito os padrões e comportamento. A gente precisa, sim, repreender comportamentos assim com o Código Penal. Mas é obrigação social que o Estado implemente políticas públicas para evitar que o crime ocorra", completa. Desde 2018, o crime de importunação sexual passou a ter punição específica, de um e cinco anos de prisão. O advogado e professor universitário David Costa, presidente da comissão de Estudos de Direito Penal da Subseção de Santos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Costa entende que "as leis existem, mas os institutos despenalizadores são muitos" e que agressor deve receber "pena muito branda". O advogado crê ser necessário tornar a punição mais rígida, pois a "importunação é uma porta de entrada para o crime de estupro".