[[legacy_image_259617]] Em um período de 14 dias, foram identificadas nove pessoas que fizeram ameaças de massacre contra escolas da Baixada Santista ou que estiveram em unidades de ensino portando facas. As ocorrências fizeram com que as autoridades redobrassem a atenção com a segurança dentro e no entorno do ambiente escolar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No período levantado, o primeiro caso ocorreu no dia 28 de março, quando a Escola Estadual Primo Ferreira, na Vila Belmiro, em Santos, recebeu uma ligação anônima informando que haveria um massacre no local. Um homem, de 19 anos, e um adolescente, de 16, foram identificados como autores. Eles foram levados a delegacia, ouvidos e liberados, mas tiveram os celulares retidos para o andamento das investigações. No dia seguinte, também em Santos, uma aluna levou uma faca na mochila ao ir à escola municipal Professor Mário de Almeida Alcântara, no Valongo. Segundo a Prefeitura, ela teria levado a lâmina para "se defender de outros colegas" caso houvesse conflito. Dias antes ao fato, ela teria sido vítima de bullying. Na semana passada, diversas escolas de Guarujá foram alvo de ameaça de massacre por meio de contas nas redes sociais. Um adolescente de 14 anos foi identificado como autor da incitação contra a escola Benedito Cláudio da Silva, na Vila Alice, em Vicente de Carvalho, na segunda (3). Em paralelo, um estudante de 15 anos foi detido com uma faca na Escola Estadual Marcílio Dias, também em Vicente de Carvalho, uma das que sofreram ameaças na internet. A Escola Estadual Professora Magali Alonso, em Praia Grande, também foi alvo de incitações. Na quarta (5), um adolescente de 14 anos foi identificado como um dos autores. Na casa dele, a Polícia Civil encontrou uma arma de brinquedo. Outro menor, de 13 anos, foi identificado no dia seguinte, também apontado como autor. Nesta segunda (10), dois estudantes foram apreendidos após levarem facas em suas mochilas nas escolas Yolanda Conte e Vera Lúcia Machado Massis, ambas em São Vicente, na Cidade Náutica. Assim como no caso da escola do Valongo, em Santos, os alunos, de acordo com a Prefeitura, disseram que levaram as lâminas para se proteger de possíveis ataques ao colégio. Segurança nas escolasEm nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) disse que a Polícia Militar mantém contato permanente com as direções da escola, visando maior segurança. A pasta informou que 566 agentes da corporação atuam no policiamento no entorno das escolas em todo o Estado, por meio da Ronda Escolar. O patrulhamento também ocorre a pé e em motocicletas. "Todos os casos de ameaça são investigados. As diretorias das unidades de ensino estão em alerta para qualquer denúncia, que, se confirmada, é tratada em conjunto com a Vara da Infância e Juventude", disse a secretaria.