[[legacy_image_306888]] O representante comercial Walter Parreira, de 62 anos, foi preso nesta quarta-feira (25), durante a 19ª fase da Operação Lesa Pátria, realizada pela Polícia Federal. Ele é suspeito de financiar a ida de grupos a Brasília para os atos golpistas e de vandalismo no dia 8 de janeiro neste ano em Brasília. A operação tem o objetivo de identificar as pessoas que incitaram, participaram e fomentaram as invasões e danos no Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. A PF ainda cumpriu medidas judiciais contra 12 investigados nesta quarta-feira (25), sendo 13 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, sendo uma delas, a de Walter Parreira. Os demais mandados também foram cumpridos em Cuiabá e Cáceres no Mato Grosso, em São Gonçalo no Rio de Janeiro e em Brasília no Distrito Federal. O representante comercial teve a prisão decretada e foi levado na manhã desta quarta-feira (25) para a sede da Polícia Federal em Santos onde segue preso na carceragem do local. As investigações estão sob sigilo e estão sendo feitas pela Polícia Federal de Brasília. Na época da invasão, um vídeo em que Walter aparece dentro de um ônibus pedindo ajuda para financiar caravanas para os atos terroristas, viralizou nas redes sociais. Nas imagens, o representante comercial que faz parte de um grupo chamado “Trincheira Patriótica”, fala que foram alugados 50 ônibus no valor de R\$ 17 mil cada e pede para empresários ajudem a custear a viagem de grupos à Brasília. O advogado de defesa, Augusto César Cardoso Migliori, afirma que o cliente não teria financiado essas viagens, mas assume que Walter esteve presente nos atos e sua participação teria sido de forma ordeira e pacífica. Ele ainda conta que o representante comercial passou por uma audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (25) e teve a prisão efetivada.Migliori ainda relata que não teve tempo hábil para acessar os autos do inquérito e nos próximos dias pedirá acesso para entender a dinâmica que levou a prisão do cliente.“Mais informações vão depender que a gente tenha contato com o inquérito, para entender quais foram os mecanismos que levaram ao ministro Alexandre de Moraes a expedir o mandado de prisão contra Walter”, afirma. De acordo com a PF, os fatos investigados durante a operação constituem os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direto, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da lei de terrorismo. A PF ainda informa que as investigações e a Operação Lesa Pátria continuam por tempo indeterminado, até que sejam identificados todos os envolvidos.