Vítima sofreu ferimentos na cabeça, perna e braço (Arquivo Pessoal) Policiais Civis do 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente identificaram o homem que agrediu e nocauteou o operador de caixa de 39 anos, após uma discussão no trânsito, na tarde de domingo (9), na cidade. Nesta terça-feira (11), o agressor de 35 anos foi até a delegacia de forma espontânea e prestou depoimento sobre o ocorrido. Como não foi pego em flagrante, não foi possível realizar a prisão, mas o caso foi encaminhado para a Justiça. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Tudo aconteceu no cruzamento da Avenida Nações Unidas com a Rua Marechal Mascarenhas de Moraes, na Vila Margarida, em São Vicente. A vítima foi agredida na frente da esposa e do filho, de 6 anos de idade. No depoimento, o agressor disse que estava voltando de Mongaguá com a esposa, quando pararam em um semáforo. Quando o sinal abriu, ele deu início a uma conversão para virar na Rua Mascarenhas, mas se deparou com o operador de caixa atravessando acompanhado da esposa e do filho. O homem alegou que realizou a curva devagar, quando a mulher da vítima disse “dá a seta” e, em seguida, segundo o agressor, teria começado a fazer diversos xingamentos contra ele. O motorista acrescentou que somente respondeu que o semáforo estava aberto e continuou o caminho, porém teria achado a situação ‘absurda’ e voltou ao local para falar com o casal. Após trocar alguns xingamentos com a mulher da vítima, o agressor saiu do carro e, nesse momento, o homem teria mandado ele 'se fu**r'. Nesse momento, ele perdeu a paciência e partiu para cima do homem, dando um tapa e um soco no rosto dele. Quando a vítima estava no chão, o agressor deu mais dois socos no rosto dela. Ele não soube dizer se o homem desmaiou, pois, logo depois, o agressor entrou no carro e foi embora. Ele confessou que não prestou socorro ao homem, devido a uma aglomeração de pessoas que começou a acontecer no local. Versão da vítima Em uma entrevista para a equipe de A Tribuna, o operador de caixa e sua esposa, de 40 anos, contaram que tudo aconteceu enquanto a família se dirigia a um ponto para pegar um ônibus com direção à cidade de Praia Grande. Ao tentar atravessar a avenida, os três foram surpreendidos por um carro que avançou o sinal vermelho para realizar uma conversão, o que os assustou. “Eu reclamei falando: ‘Não viu o semáforo? Não tem seta?'", disse a esposa da vítima, uma comerciante de 40 anos. Na sequência, uma mulher que ocupava o banco do passageiro do carro a xingou. Segundo a comerciante, ela não devolveu os xingamentos, acreditando que o desentendimento acabaria ali. Entretanto, segundo o operador de caixa, cerca de um minuto depois, o carro voltou ao local onde a família aguardava o ônibus. Dessa vez, o motorista começou os xingamentos. “(O condutor) já veio transtornado, xingando minha esposa e falando muita besteira”, relatou. O operador de caixa, então, retribuiu os xingamentos, o que fez com que o motorista descesse do veículo. “Assim que ele saiu do carro, coloquei meu filho e minha esposa para trás de mim. Assim que fiz isso, ele veio e me deu um soco, que nem vi de onde veio”, contou a vítima. Após a pancada na cabeça, o homem caiu desacordado. Imagens foram registradas Em imagens feitas por pessoas que passavam pelo local, é possível ver que, após cair, o operador de caixa continuou sendo agredido com pontapés. A comerciante, então, tentou defender o marido, mas também acabou sendo agredida. Segundo o operador de caixa, ela teve o braço torcido pelo agressor. Motorista (à esquerda do carro) fugiu após agressões (Reprodução/ Redes Sociais) Depois da violência, o motorista voltou ao seu veículo e fugiu. A vítima, por sua vez, foi levada pelo cunhado a um hospital particular de Praia Grande. Lá, foi feito um exame de raio X, que não constatou ossos quebrados no homem, que ficará sete dias afastado do trabalho. Ele, contudo, afirmou sentir muitas dores, principalmente no rosto e na mão. Boletim de ocorrência O registro de lesão corporal foi feito no 2º DP de São Vicente nesta terça-feira (11). A família prestou depoimento e, logo mais, à tarde, o agressor também compareceu espontaneamente para dar sua versão dos fatos. Conforme apurado junto à Polícia Civil, o operador de caixa foi orientado a fazer exame de corpo de delito, para saber se as lesões sofridas foram graves. O resultado poderá determinar o pedido de uma prisão preventiva no caso, que já foi encaminhado para a Justiça.