[[legacy_image_175209]] Uma operação conjunta da Polícia Civil com a Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL), realizada nesta quarta-feira (11), descobriu uma ligação clandestina de energia, o popular 'gato', que beneficiava 26 apartamentos no Centro de São Vicente. Segundo apurado por A Tribuna, 13 moradores do conjunto foram indiciados pelo crime de furto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As equipes do 2º Distrito Policial (DP) de São Vicente, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande e da CPFL estiveram no condomínio residencial, localizado na Rua Frei Gaspar, 2926, e constataram que apenas quatro apartamentos possuíam relógio medidor. Ainda assim, os quatro relógios tinham indícios de fraude. De acordo com o boletim de ocorrência, os demais imóveis estavam com ligação direta do posto de iluminação ao quadro de distribuição de energia do prédio, sem haver os relógios medidores correspondentes. Para não haver riscos de curto-circuito e incêndios, a empresa suspendeu o fornecimento de energia ao conjunto residencial. A companhia apura o quanto de energia foi furtado e o prejuízo financeiro sofrido. [[legacy_image_175210]] CPFLEm nota, a CPFL disse que, durante a operação, as equipes executaram quatro inspeções em medidores e detectaram fraudes de desvio de energia em caixas de medição. Foram regularizadas 16 ligações clandestinas e a CPFL retirou o ramal de entrada para garantir a segurança da população no entorno. Posteriormente, após solicitação do proprietário, será realizada a ligação para o fornecimento regular e seguro de energia no local. A Polícia Civil indiciou cerca de 10 moradores que responderão inquérito e deverão pagar pela energia utilizada ilegalmente. "A CPFL Piratininga e Polícia Civil atuam constantemente para inspecionar e identificar irregularidades em unidades consumidoras de todos os bairros das cidades. O objetivo é coibir a prática de fraudes e furtos, que piora a qualidade de fornecimento de energia para os demais consumidores e coloca em risco a vida da população, além de encarecer as tarifas para todos os clientes da distribuidora". A companhia informa que fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Também são cobrados dos fraudadores os valores das tarifas referentes a todo o período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) também distribui para todos os consumidores, por meio das tarifas de energia elétrica, parte dos prejuízos causados pelas “perdas comerciais”, como são denominadas as irregularidades. Outra consequência negativa é a piora na qualidade do serviço prestado, já que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento. "Consumidores que fazem 'gato', além de praticar crime, também colocam as suas vidas e da população em risco. Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede podem causar acidentes graves e até mesmo fatais".