[[legacy_image_17255]] Policiais do 1º DP de Santos identificaram participantes de uma sessão do tribunal do crime que não chegou a se consumar porque a vítima conseguiu fugir antes de ser provavelmente eliminada. Um dos envolvidos foi preso e outro permanece foragido. A caminho do cativeiro no qual seria submetido ao julgamento informal e à suposta pena capital, um ex-detento de 40 anos reagiu e escapou, mas levou um tiro em cada pé. A sessão do tribunal do crime ocorreria na Favela do Caixão, em Vicente de Carvalho. O crime aconteceu em 28 de maio no Monte Cabrão, comunidade da área continental santista, que fica às margens da Rodovia Rio-Santos. A Polícia Civil só divulgou o seu esclarecimento agora para não prejudicar as investigações, que ainda prosseguem. Internada no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, a vítima forçou o pedido de alta médica porque temia que os seus inimigos invadissem a unidade para “finalizar o serviço”. Com o receio de ser morta, ela se mudou para outro Estado. A equipe do delegado Max Pilotto e do investigador Rodrigo Lima apurou que o ex-detento saiu da cadeia dois dias antes do atentado. Ele visitava o filho na casa de sua ex-mulher, em Bertioga, quando foi rendido por André da Silva Fagundes, de 38 anos. Ex-cunhado da vítima, André estava armado de pistola e a levou para um barraco em outro bairro de Bertioga. Esse acusado dizia agir a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC), porque o ex-detento pertenceria a uma facção rival. Os investigadores Victor Silvério, Marcos Neves e Marcos Prado apuraram que o dono do barraco foi obrigado a cedê-lo pelo tempo necessário para ser chamado um carro de transporte de passageiro por aplicativo para levar a vítima até a Favela do Caixão. [[legacy_image_17256]] Identificado como Marcos Roberto Santos Silva, de 33 anos, o motorista do veículo transportou a vítima junto com André, um adolescente de 15 anos e um homem ainda não identificado, que possui uma lágrima tatuada no rosto. O adolescente e o tatuado com a lágrima no rosto chegaram ao barraco de Bertioga momentos após o ingresso da vítima e de André. No trajeto a Vicente de Carvalho, o ex-detento reagiu dentro do carro e foi baleado. André repassou a pistola para o comparsa tatuado efetuar os disparos. O motorista negou a sua participação no crime, mas a vítima declarou aos policiais que Marcos Roberto tinha ciência de tudo e, inclusive, instigou os comparsas dizendo “mata logo”. A Justiça decretou as prisões de André e Marcos Roberto, mas apenas o segundo foi localizado e detido. As investigações prosseguem para capturar André e identificar o criminoso com a tatuagem de lágrima, além de outros envolvidos no crime.