[[legacy_image_273837]] Luto no meio policial da Baixada Santista. O investigador aposentado Paulo Ribeiro, o Policinha, morreu neste sábado (10), aos 83 anos, após um período de internação na Santa Casa de Santos. O corpo foi sepultado neste domingo (11) no Cemitério da Areia Branca. Ele deixa a esposa, Vania Mara Pereira Ribeiro, e filhos. “Nossa família passou os últimos dias com ele, dando carinho e demonstrando o quanto o amamos”, conta o filho, Paulo Álvaro Ribeiro, que herdou o apelido e o ofício do pai. Ele conta que foram 44 anos de dedicação à segurança, em especial no combate ao tráfico de drogas. Policinha é considerado uma referência na Polícia Civil da Baixada Santista. “Foi um exemplo de trabalho, de perspicácia, de tino policial. É mais uma pessoa que devemos reverenciar”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santos e Região (Sinpolsan), Renato Martins. Ele conta que um dos trunfos do veterano investigador é a forma de atuação ímpar e que inspirou uma geração de policiais. “Ele teve importância no trabalho de Polícia Judiciária. Se disfarçava quando necessário, seja de coletor de lixo ou funcionário da Telesp, sempre para fazer campana. Uma investigação dele poderia levar semanas, sobretudo no combate ao tráfico. Aprendi muito com ele”, conta Martins. Paulo Álvaro Ribeiro, por sua vez, resume bem o que representa a trajetória de seu pai. “Foi um amigo excelente, não deixava nenhum parceiro na mão. Era temido pelos bandidos, mas respeitado e admirado pelos colegas. O legado que deixa é que ajudou o policial a ser respeitado”, finaliza.