[[legacy_image_255795]] Uma operação da Polícia Civil em Itanhaém, litoral de São Paulo, terminou com o fechamento de sete bares que promoviam pancadões (bailes funk) de rua organizados por uma facção criminosa. Quatro homens foram presos em flagrante nesta sexta (24), sendo apontados como responsáveis pelos estabelecimentos. (Veja o vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Operação Oasis se concentrou no bairro de mesmo nome, com cumprimentos de mandados de prisão e de busca e apreensão. Equipes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), assim como da Delegacia Seccional de Itanhaém, apreenderam bebidas com sinais de contrabando e drogas. No local, foi apurado ainda que os bares realizavam furto de energia e água, e que os mesmos tinham alimentos e bebidas vencidas, resultando nas referidas prisões em flagrante. O inquérito continua para apurar a participação desses e outros envolvidos em mais crimes. Pancadões do crime O delegado Bruno Mateo Lázaro, titular da Dise de Itanhaém, explicou que um dos presos era designado pela facção criminosa como organizador do baile, sendo responsável por eventuais contratempos que viessem a acontecer. "Foi feita a infiltração de agentes nossos em alguns eventos desses bailes. Era uma situação assustadora, pois havia tráfico de drogas a céu aberto. Esses estabelecimentos são braços do crime organizado. Eles ganhavam na venda de drogas, no evento em si e no consumo de alimentos. Não tinha prejuízo, era um caminho para o lucro. Chegava a ter 3 mil pessoas (no evento)", relata Lázaro. [[legacy_image_255796]] Os policiais apuraram ainda que, durante os pancadões, ocorriam venda de drogas e corrupção de menores. As investigações, que ocorrem há 4 meses, levaram à conclusão de que os bares serviam como forma de arrecadar dinheiro para o crime organizado. "Essas pessoas foram autuadas em flagrante por furto de energia elétrica, furto de água, e também por produtos impróprios para o consumo. A investigação continua. Essas pessoas se apresentaram como responsáveis pelos estabelecimentos, que são clandestinos, não possuindo alvará", explicou o delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, da Seccional de Itanhaém. Vídeos e imagens dos eventos eram divulgados nas redes sociais, e também serviram como objeto de investigação por parte da Polícia Civil. Apreensões Ao todo, a Polícia Civil apreendeu 4,4 kg de drogas, sendo 3,2 kg de cocaína e 1,1 kg de maconha, que seriam vendidos nos pancadões. Houve ainda o recolhimento de cerca de 5 mil garrafas de bebidas, possivelmente contrabandeadas, que serão analisadas no decorrer das investigações. [[legacy_image_255797]]