[[legacy_image_320279]] Dois policiais militares (PMs) se tornaram réus pelo homicídio de um morador durante patrulhamento na comunidade do Morro do Macaco, em Guarujá, na Operação Escudo. A ação foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e acatada pelo Poder Judiciário nesta terça-feira (19). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A acusação foi aceita após o MP-SP analisar imagens de câmeras corporais utilizadas durante a operação e coletar depoimentos de testemunhas e dos próprios agentes investigados. Eduardo de Freitas Araújo e Augusto Vinícius Santos de Oliveira foram denunciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado e já foram afastados da função pública. Eles são acusados de assassinar Rogério de Andrade Jesus, com um tiro de fuzil. Conforme as investigações do Ministério Público, no dia 30 de julho, durante patrulhamento no Morro do Macaco, no bairro Vila Zilda, em Guarujá, o PM Araújo abriu a porta da casa da vítima, às 7h45 e, com um fuzil, efetuou um único disparo contra Rogério de Andrade na região do tórax. O homem não resistiu. Durante o crime, o PM Oliveira, que acompanhava Araújo, obstruiu a câmera corporal para não registrar o homicídio. [[legacy_image_320280]] Os militares ainda são acusados de adulterar o local do crime e, inclusive, “plantar” um colete balístico e uma arma de fogo, que atribuíram à vítima, para simular um suposto confronto, diz o MP-SP. Outro casoAinda conforme o Ministério Público, a ação que investigava outro homicídio foi arquivada sob justificativa de legítima defesa, após as imagens registradas pelas câmeras corporais terem apontado que a morte ocorreu após confronto entre a vítima e os PMs. Operação EscudoNo mês de agosto, três homens foram denunciados pela morte do soldado Patrick Bastos Reis, baleado na biqueira da Seringueira, no Morro da Vila Júlia, em Guarujá. Eles ainda respondem por tentativa de homicídio contra outros três agentes e tráfico de drogas. A morte do soldado Reis desencadeou a Operação Escudo na Baixada Santista. Ao todo, 28 pessoas morreram durante as ações das forças de segurança do Governo de São Paulo na região. Outros 25 Procedimentos Investigatórios Criminais (PICs) foram instaurados para analisar as causas das mortes e seguem em investigação. Também seguem em tramitação um Procedimento Administrativo de Acompanhamento (PAA) das investigações policiais sobre as mortes durante a força-tarefa e um inquérito civil.