[[legacy_image_342337]] A 3ª Vara Criminal de Guarujá acatou o pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que os três policiais militares (PMs) envolvidos na morte de um criminoso desarmado, em junho de 2022, voltem às atividades. O trio chegou a ser preso por um ano e meio, mas aguarda o julgamento em liberdade, previsto para ocorrer em fevereiro de 2025. O MP-SP atendeu a um pedido do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), solicitando que os agentes voltem a integrar a corporação. Paulo Ricardo da Silva, Israel Morais Pereira de Souza e Diego Nascimento de Sousa passarão a desempenhar atividades internas no batalhão, enquanto aguardam pelo julgamento. Os três serão supervisionados pelo comandante da unidade, entretanto, desde que passaram a responder o caso em liberdade, em dezembro de 2023, estão proibidos de ter contato com as vítimas e testemunhas do processo. Outro policial envolvido, Eduardo Pereira Maciel, também havia sido preso, mas foi posto em liberdade após sete meses detido. Entenda o casoEm junho de 2022, os policiais atenderam uma ocorrência envolvendo três homens que invadiram e assaltaram uma casa em Bertioga. Após o crime, o bando fugiu em um carro roubado pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni, sentido Guarujá, foram perseguidos e trocaram tiros com os agentes. Um dos suspeitos, de 19 anos, foi baleado duas vezes e, sem oferecer resistência, recebeu um terceiro tiro na região do peito, mas sobreviveu. Os outros dois tentaram fugir a pé. Um deles, de 33, teria cogitado pular da passarela de pedestres que cruza a rodovia, mas desistiu e acabou preso. Enquanto o último suspeito, Kaique de Souza Passos, de 24, correu e se escondeu em uma comunidade, mas foi encontrado e, mesmo desarmado e com as mãos ao alto - demonstrando rendição - foi baleado sete vezes pelos policiais e morreu. Todas as ações foram registradas pelas câmeras corporais utilizadas pelos PMs. O caso chegou a ser arquivado pelo Ministério Público de São Paulo por alegar que os agentes agiram em legítima defesa. Porém, após a Corregedoria da Polícia Militar investigar as imagens capturadas pelas câmeras corporais, os PMs passaram a ser investigados por tentativa de homicídio. Durante a ação foi notado que, inclusive, os policiais obstruíram as câmeras no momento dos disparos e simularam uma suposta agressão por parte do suspeito. Ainda conforme a acusação, um simulacro de brinquedo foi deixado ao lado do criminoso. Após tomar conhecimento das imagens, ouvir testemunhas e avaliar os laudos, o MP-SP compreendeu os fatos e solicitou pela prisão preventiva dos quatro PMs.