[[legacy_image_319496]] Três policiais militares (PMs) presos por participarem da execução de um suspeito desarmado em Guarujá, cidade do litoral de São Paulo, em 2022 tiveram a liberdade provisória concedida pela Justiça. Os PMs, que também foram acusados de fazer uso indevido das câmeras operacionais, ficaram mais de um ano detidos, e agora responderão em liberdade, após uma decisão da 3ª Vara Criminal de Guarujá da última quinta-feira (14). Os agentes beneficiados pela decisão, e que foram soltos na tarde de quinta-feira (14), são: Paulo Ricardo da Silva, Diego Nascimento de Sousa e Israel Morais Pereira de Souza. O caso também teve envolvimento de outro PM, Eduardo Pereira Maciel, que foi solto no último mês de junho. Segundo informações da TV Tribuna, que teve acesso à decisão judicial, os PMs estão proibidos de se aproximarem e manterem contato com testemunhas e vítimas do caso, dos quais eles devem manter uma distância mínima de 200 metros. Os policiais também estão vetados de exercerem suas atividades nas ruas de Guarujá, contudo, devem executar atividades administrativas nos setores internos da PM até o fim do processo que respondem. Ainda não há data para o julgamento, que deve acontecer com júri popular. Relembre o casoA execução pela qual os policiais foram acusados aconteceu em junho de 2022. Na ocasião, os PMs atenderam uma ocorrência de roubo a residência em Bertioga, no Litoral de São Paulo. Os três suspeitos fugiram e, durante a perseguição, um deles, Kaique Souza Passos, de 24 anos, foi morto, mesmo tendo feito sinal de rendição. O caso teve grande repercussão, sendo divulgado pelo Fantástico, da Rede Globo. DefesaRepresentantes da defesa de Diego Nascimento de Sousa e Israel Morais Pereira de Souza, os advogados Renan Lima Claro e Alex Ochsendorf afirmaram, em nota, que a soltura dos PMs era esperada, e que houve erros na investigação conduzida pela Corregedoria. O comunicado diz, também, que os policiais agiram em conformidade com a lei. “[Os policiais militares] agiram nos moldes estritos da Lei e prenderam três roubadores confessos”. Ainda segundo os advogados, a defesa aguardará a data do julgamento para “expor aos jurados todos os elementos que comprovam a inocência dos policiais”. A Reportagem não conseguiu contato com a defesa do PM Paulo Ricardo da Silva. SSP e PMEm nota, a PM e a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informaram que os policiais acusados foram soltos através de decisão judicial, e que o processo segue em andamento pela 3ª Vara Criminal do Fórum de Guarujá, mas não detalharam quais tipos de atividades serão feitas pelos agentes até o julgamento.