[[legacy_image_294273]] Um suspeito morreu ao reagir a tiros a uma abordagem da Polícia Militar (PM), na Rua da Serra, na comunidade Vila Júlia, em Guarujá, litoral de SP. Ele estava atrás de um cemitério quando a PM chegou, na tarde de sábado (2). Com isso, já são 26 mortos na Operação Escudo, que acontece no litoral de São Paulo desde 28 de junho deste ano. O balanço foi informado na noite deste domingo (23) pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP). De acordo com a SSP, todas as mortes são em decorrência de oposição à intervenção policial na região. Ou seja, os suspeitos teriam reagido. A morte de sábadoDe acordo com a SSP, o criminoso, não identificado até o fechamento desta reportagem, estaria andando armado quando policiais militares que faziam patrulhamento na região o avistaram. Ele teria sacado uma arma e atirado contra a equipe, que reagiu. Baleado, o bandido não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Ao seu lado foram apreendidos uma sacola com porções de drogas, dinheiro e uma pistola. Segundo a SSP, foram solicitados exames ao Instituto Médico Legal (IML). As armas dos policiais também foram apreendidas e o caso foi registrado como tráfico de drogas, tentativa de homicídio e morte decorrente de oposição à intervenção policial na Delegacia do Guarujá, que solicitou perícia no local dos fatos. Operação EscudoEm nota, SSP esclarece que todas as ocorrências de morte durante a Operação Escudo são investigadas pela Delegacia Especializada e Investigações Criminais (Deic) de Santos e a Polícia Militar, por meio de inquérito policial militar. Todo conjunto probatório apurado no curso das investigações, incluindo as imagens das câmeras corporais, está sendo compartilhado com o Ministério Público e o Poder Judiciário. A Operação Escudo segue para sufocar o tráfico de drogas e combater o crime organizado na Baixada Santista. De 28 de julho a 2 de setembro, 787 pessoas foram presas. Deste total, 306 eram procurados pela Justiça e estavam foragidos pelos mais diversos crimes, como tráfico de entorpecentes, roubo, furto, estelionato, até sequestro e homicídio. No período, as forças de segurança apreenderam 95 armas e 939,3 kg de entorpecentes, causando um prejuízo ao tráfico de drogas que já passa dos R\$ 2 milhões.