Os dois homens também beberam em um estabelecimento de graça se passando por policiais civis (Reprodução) Um policial militar, de 31 anos, e um empresário, de 42, são investigados por ameaçar e torturar pessoas enquanto se passavam por policiais civis em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas casas dos dois em Suzano na quarta-feira (30). Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, os alvos da investigação são um policial militar com 11 anos de carreira e um empresário com registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Os dois são moradores de Suzano, no Alto Tietê, região metropolitana de São Paulo. Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém deram cumprimento ao mandado de busca e apreensão. A investigação apontou que os dois homens teriam se passado por policiais civis entre os dias 18 e 19 de outubro deste ano. Na ocasião, eles teriam cometido crimes de tortura, lesão, ameaça e disparo de arma de fogo. Além disso, os investigadores também descobriram que o empresário é corretor de imóveis e tem uma casa de veraneio no bairro Gaivotas, em Itanhaém. Informalmente, o PM teria confessado aos investigadores que havia agredido vítima em Itanhaém. Segundo apurado, os dois homens fizeram isso para tentar solucionar um suposto furto ocorrido na casa do que possui o CAC. Por isso, passaram a agredir, espancar e ameaçar moradores da região para terem informações. Há relatos, inclusive, de que os investigados deram tiros para cima, como forma de reforçar as intimidações. Além disso, passaram a entrar em estabelecimentos comerciais, consumindo bebidas e saindo sem pagar, alegando que eram policiais civis. Foram realizadas buscas em seis locais, sendo apreendidos uma pistola Glock cal. 380 e 76 munições, um revólver Taurus Cal. 38, com cinco munições íntegras, e uma munição de calibre .40. Além do revólver, na casa do policial militar também foram encontradas quatro porções de cocaína. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito alegou que a droga era para uso pessoal.