Raquel da Costa Santos foi encontrada morta no Hotel Brasul, na Vila Nova, em Santos, na tarde de 21 de maio, após ser vista em outro estabelecimento com o pintor Leandro Rosa Vieira (Reprodução) O pintor Leandro Rosa Vieira, de 36 anos, preso em junho deste ano após confessar ter matado uma garota de programa dentro do quarto de um hotel em Santos, em 21 de maio, teve audiência marcada para julgar o crime. De acordo com a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), ela será realizada de forma on-line, no dia 12 de novembro. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Raquel da Costa Santos, de 41 anos, foi encontrada morta no quarto do Hotel Brasul, que fica na Rua Bittencourt, no bairro Vila Nova, em Santos, na tarde de 21 de maio. Conforme apurado por A Tribuna, ela entrou no local acompanhada de um homem. Antes do crime, os dois teriam ido se hospedar em um outro hotel, chamado Paraty, que fica na Avenida Senador Feijó, no Centro de Santos, mas o homem desistiu e decidiu ir até o Hotel Brasul, em frente à Câmara Municipal de Santos. Na época do crime, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que os policiais militares foram acionados para atender a ocorrência. No local, foram informados de que o filho da mulher não conseguiu contato com a mãe e solicitou que um funcionário do hotel abrisse a porta do quarto com uma chave reserva. A mulher foi encontrada sem vida pelo funcionário, que informou que ela entrou na companhia de um homem. Foi solicitada perícia para o local. Ainda de acordo com testemunhas, a vítima era de Itanhaém e veio a Santos para fazer o programa. A defesa solicitou a aplicação de medidas cautelares em vez da prisão, alegando que Leandro é réu primário, tem residência e trabalho fixos. A Justiça, porém, entendeu que as duas últimas afirmações não foram comprovadas, além de considerar a gravidade do crime de feminicídio. Em 5 de junho, o pintor foi preso na casa de parentes no Morro São Bento, em Santos. O delegado da 3ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, Thiago Bonametti, contou que o suspeito alegou ter enforcado a mulher sem a intenção de matá-la, após ter uma discussão sobre o valor do programa. Segundo Bonametti, a polícia conseguiu identificar o homem após dois dias de investigação. Porém, as autoridades demoraram para achá-lo, já que fugiu depois de ver os vídeos que o mostravam com a mulher circulando na internet. Durante uma semana, o homem se escondeu em um sítio e também em endereços de Guarujá e de Santos. Segundo o depoimento do acusado, que foi encontrado na Avenida Santo Antônio do Valongo, ele teria matado a garota de programa depois de discutir com ela, já que a mulher queria que pagasse mais pelo serviço. Indagado, o homem confessou parcialmente o crime e disse que, após manter relações sexuais e discutir com a vítima, tentou "se defender enforcando a mulher até ela desmaiar". Ainda segundo o homem, ele havia consumido drogas sozinho, enquanto a mulher não fez uso de entorpecentes. No depoimento, o homem acrescentou que buscou um lugar mais reservado para o programa. Por isso, os dois foram primeiro a um hotel que fica na Avenida Senador Feijó. Após desistir de ficar lá, o homem decidiu ir com a garota de programa até o hotel da Rua Bittencourt, onde o corpo dela foi achado. Apesar das preliminares mostrarem que a vítima não tinha nenhuma marca de violência aparente, o caso foi registrado como morte suspeita. “De início, ela não tinha marcas de violência. Possuía edemas superficiais na cervical e na barriga”, contou o delegado. A partir daí, segundo Bonametti, foi feita uma investigação, em que a polícia conseguiu identificar o homem, pois no quarto onde aconteceu o crime havia digitais dele. Além disso, com as imagens do sistema de segurança do local, os agentes perceberam que as tatuagens batiam com as do investigado.