O momento em que o parapente ficou preso no telhado do prédio (Reprodução) Momentos de tensão no ar foram registrados por um piloto na tarde de sábado (22) em Santos, no litoral de São Paulo. Um homem gravou um acidente envolvendo uma pilota de parapente que, enquanto voava, foi parar no meio da Rua Maranhão, na Pompéia, e conseguiu evitar uma tragédia entrando por um prédio. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Gravado às 14h38, o vídeo mostra o desespero de um outro piloto enquanto temia pelo pior da colega. Ele voava pela orla de Santos quando notou que a pilota entrou em uma corrente de vento considerada perigosa e acabou indo na direção dos prédios da cidade. Em entrevista para A Tribuna, a testemunha relatou que voa há mais de 20 anos e, por isso, sabia que os ventos estavam soprando com força sentido ao sudoeste no sábado (22). Quando viu que a pilota acabou saindo da rota e entrando em direção aos prédios, decidiu gravar e torcer pelo melhor. O vídeo mostra o desespero do piloto diante da situação. “Nesse dia, o vento estava um pouco forte na direção sudoeste, um vento que joga a gente para Santos. Quando eu vi ela vindo próximo ao Morro Santa Terezinha, ela estava muito para trás da cidade com o vento empurrando ela. Quando eu vi ela vindo, já sabia que ia dar alguma coisa errada”. -Veja o vídeo (1.452498) “Parecia ser uma pessoa novata em uma posição de risco e em um dia de vento forte. Ela jogou para trás do prédio alto, onde a vela não voa. E por sorte, graças às orações, o parapente ficou preso no teto do prédio e ela ficou ao lado de uma janela”, comenta. Ele soube que o resgate foi fácil após ela ficar presa na janela. Um morador ajudou, e a mulher saiu ilesa do perigo. Segundo o piloto, a mulher manteve a calma durante o voo. Ele não viu o salvamento, mas o proprietário do apartamento supostamente a puxou para dentro pela janela em que ela ficou suspensa. Conforme apurado por A Tribuna, a pilota utilizava equipamentos particulares no momento do incidente e voava há mais de um ano de parapente, sendo formada em uma escola da região. Ela também é devidamente homologada pela Confederação Brasileira de Voo Livre. A Prefeitura de Santos informou, em nota, que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não foi acionado para a ocorrência. Procurada, a pilota não quis se posicionar sobre o caso.