[[legacy_image_315172]] A Polícia Federal (PF) realizou uma megaoperação pelo país nesta terça-feira (28) contra uma organização criminosa atuante no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro, abrangendo 13 cidades. Na Baixada Santista, houve desdobramento em Guarujá. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As ações tiveram como focos os estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Conforme apurado por A Tribuna, as equipes da PF estiveram em um endereço no município da Baixada Santista, mas nada foi apreendido. Intitulada Operação Torre Eiffel, ela teve cerca de 200 policiais federais cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 15 de prisão, sendo 11 preventivas e quatro temporárias. Em São Paulo, os agentes da Polícia Federal tiveram apoio da Polícia Militar (PM). Os mandados foram expedidos pela Justiça Estadual de Santa Fé do Sul, no interior paulista. As cidades de Jales, Votuporanga, São José do Rio Preto, Monte Aprazível, Rio Claro, Piracicaba, Americana, Sumaré e Santa Bárbara D’Oeste também contaram com ações policiais. Fora de São Paulo, houve cumprimentos de mandados em Camboriú (SC) e Catuti (MG). [[legacy_image_315173]] Entenda o esquema De acordo com a PF, foram descobertas ao menos duas empresas suspeitas de serem usadas para lavagem de recursos com origem no tráfico de drogas. Os estabelecimentos são um hotel e um centro de beleza estética, ambos em Santa Fé do Sul. Dois homens foram presos no município, onde começaram as investigações. Em Jales, o dinheiro do tráfico era ocultado com o auxílio de empresas de mototáxi e em um restaurante. Por lá, também havia compra de imóveis e veículos luxuosos. Dois empresários foram presos. A corporação estima que, em dois anos, o grupo criminoso movimentou mais de R\$ 50 milhões em transações financeiras, mobiliárias e imobiliárias, todas relacionadas ao tráfico de drogas, com o uso das contas de empresas e de "laranjas" (conta de um terceiro utilizada para desviar dinheiro ilícito). Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, dinheiro em espécie, joias e embarcações. Houve ainda bloqueio de contas bancárias e sequestro de imóveis ligados à organização criminosa. [[legacy_image_315174]] Penas Os presos vão responder por crimes ligados ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, com penas máximas que podem chegar a 30 anos de prisão. Os detidos vão permanecer em unidades prisionais das regiões onde foram capturados. O material apreendido será enviado até a sede da PF em Jales para análise e prosseguimento com as investigações.