[[legacy_image_108064]] Três pessoas foram resgatadas da situação de cárcere privado na última semana, no bairro Corcovado, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. Uma mulher de 31 anos e dois homens de 26 e 40 anos eram mantidos presos por grupos de índios da aldeia ‘Ti Renascer Ywyty Guaçu’. O resgate foi realizado pela Polícia Militar Ambiental. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo os agentes, a solicitação para averiguar a situação do bairro veio da gestora do Parque Estadual da Serra do Mar. Desta forma, as equipes vistoriaram o local. Os policiais, portanto, entraram em contato com um representante da aldeia que se apresentou como filho do cacique e afirmou que a comunidade indígena tinha encaminhado um ofício ao Ministério Público, direcionado à procuradora federal, solicitando providências nas terras. Entre os pedidos, estava o impedimento de construções na área do pico do corcovado e realização do controle de acesso de pessoas para exploração de turismo. De acordo com a corporação, os policiais viram vários índios do sexo masculino utilizando instrumentos de caça - como arcos e flechas - aparentando estarem aptos ao confronto. No entanto, as equipes conseguiram ‘acalmar’ a comunidade pedindo para que eles relatassem o que estaria acontecendo no local (veja a lista ao final da matéria). No momento em que os agentes questionarem sobre o cárcere dos pesquisadores e guia, a comunidade negou o caso e relatou que apenas indígenas estariam descendo a trilha. Porém, após longa negociação com a tribo, outro filho do cacique liberou a mulher e os dois homens. Segundo a PM Ambiental, as ‘vítimas’ aparentavam estar cansadas e assustadas, mas demonstraram alívio ao verem as equipes policiais. No entanto, preferiram não relatar o ocorrido. Os pesquisadores e o monitor só falaram sobre o caso no momento em que estavam indo embora. Eles afirmaram que temiam pelas próprias vidas, pois viram dois índios com armas de fogo de calibre longo. Apesar de afirmarem não conseguirem identificar estes dois indígenas, contaram que existem registros por meio de gravações feitas por telefone celular. Diante dos relatos transmitidos pelas vítimas, os policiais realizaram buscas nas imediações para localizar os possíveis índios armados. Porém, a equipe não encontrou armamentos de fogo, apenas instrumentos de caça da cultura indígena. Confira as considerações dos indígenas: 1- Que a comunidade indígena está descontente com as políticas de gestão do parque; 2- Que há um número elevado de pessoas (turistas) acessando a trilha do pico do corcovado; 3- Que estão causando degradação ambiental e prejudicando a produção de materiais primas que são extraídas para fabricação dos artesanatos da cultura indígena; 4- Que há aumento de lixos deixados pelos turistas e guias no caminho da trilha; 5- Que discordam das autoridades locais sobre a construção de melhorias no acesso ao pico com construção na área que segundo eles é terra indígena; 6-Que não foram consultados sobre a obra na área do pico do corcovado e não concordaram.