[[legacy_image_251518]] O serial killer Pedro Rodrigues Filho, conhecido como Pedrinho Matador, morava em Itanhaém, litoral de São Paulo, e fazia tratamento psicanalítico em uma clínica da cidade. Depois de deixar a cadeia, em 2019, ele teve uma biografia escrita e fez conteúdos para o YouTube. Ele foi morto a tiros neste domingo (5), aos 68 anos, em Mogi das Cruzes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Pedrinho Matador residia em um imóvel anexo à clínica Instituto de Medicina Holística da Dor, localizada no bairro Cibratel, em Itanhaém, e recebeu acompanhamento terapêutico desde setembro de 2021 e teria continuado até a sua morte. A psicanalista que acompanhou Pedrinho durante o período, Iza Toledo, também foi autora do primeiro volume da biografia dele. Intitulado como "Serial Killer - Eu não sou o monstro", o livro conta momentos da vida do assassino em série, apontado como responsável por dezenas de mortes pelo País. Nas redes sociais, a psicanalista se emocionou ao falar sobre a morte. "O que fizeram com o Pedrinho foi a maior sacanagem do mundo. O Pedrinho nunca teve a oportunidade de viver com dignidade. E quando ele encontrou essa dignidade, algumas pessoas, se é que dá pra chamar de pessoas, fizeram o que fizeram com ele", disse em gravações para o Instagram. Conteúdos nas redes Depois de deixar a prisão, Rodrigues Filho passou a fazer conteúdos para redes sociais, como YouTube e TikTok. No YouTube, ele possui dois canais, que juntos passam de 36 mil inscritos. Com os nomes de "Ex-Pedrinho Matador" e "Pedrinho Ex Matador com Jesus", ele postava vídeos mostrando a rotina diária, pedindo orações e comentando crimes ocorridos pelo Brasil. Quem era Pedrinho Matador? Nascido em Santa Rita do Sapucaí (MG), em 1954, Pedro Rodrigues Filho ficou conhecido na década de 1980 ao ser condenado a quase 300 anos de prisão por 71 assassinatos e outros crimes, como roubos. Confessou, porém que matou mais de 100 pessoas. Ainda na infância, aos nove anos, ele fugiu de casa por não aceitar as agressões do pai, bêbado, contra a mãe. O pai foi, inclusive, uma das vítimas fatais de Pedrinho na trajetória como serial killer. Os primeiros assassinatos foram planejados quando Pedrinho tinha 11 anos. Além do próprio pai, o traficante Jorge Galvão, irmão e cunhado, também foi morto a tiros pelo serial killer, que também cometia assaltos na capital paulista. Ele foi solto em 2018, após o Código Penal Brasileiro ser alterado com a prerrogativa de não permitir que alguém fique preso por mais de 40 anos. Depois de deixar a cadeia, Pedrinho iniciou uma vida religiosa, tratamento em Itanhaém e conteúdos para as redes. Morte O assassino em série foi executado a tiros neste domingo, quando estava na frente da casa de um familiar, em Mogi das Cruzes. O crime foi registrado como homicídio qualificado e será investigado pela Polícia Civil. A Polícia Militar foi acionada após os disparos de arma de fogo serem efetuados. Os suspeitos fugiram logo após o crime.