A Justiça de São Vicente, no litoral de São Paulo, decidiu pela quebra do sigilo dos celulares apreendidos com o pedreiro Severino Alves Pereira, de 56 anos, preso após matar a ex-namorada, Paula Santos da Silva, de 37. A decisão, proferida pela 2ª Vara Criminal da Cidade, atende a um pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que apontou que os aparelhos podem conter novas provas relacionadas ao crime. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Severino foi preso em flagrante pelo feminicídio cometido em 13 de julho. Na ocasião, Paula foi seguida pelo ex-companheiro logo após deixar seu trabalho, em um shopping no Centro de São Vicente, e atacada logo em seguida. O pedreiro foi denunciado pelo MP-SP pelo crime de feminicídio qualificado no último dia 21 de julho, o que o tornou réu na ação penal. O Instituto de Criminalística (IC) havia informado à Polícia Civil que não realizou a perícia no aparelho porque não havia autorização judicial específica para a extração e análise dos dados. Diante disso, o MP-SP solicitou ao Judiciário a quebra do sigilo dos celulares. O pedido foi deferido pela juíza Mariana Oliveira de Melo Cavalcanti. A decisão permite o acesso a mensagens, registros de chamadas, contatos, fotografias, vídeos, arquivos, dados de aplicativos, geolocalização, histórico de navegação e outras informações relacionadas à investigação. O resultado da análise deverá ser apresentado em laudo e anexado ao processo. Relembre o caso O feminicídio aconteceu na noite de 13 de julho. Conforme apurado anteriormente por A Tribuna, Paula Santos da Silva havia acabado de deixar o trabalho em um shopping localizado no Centro de São Vicente quando foi atacada pelo ex-companheiro. Na época, Severino Alves Pereira foi preso em flagrante e confessou o crime na Delegacia Sede de São Vicente. Segundo informações obtidas pela reportagem, ele não aceitava o fim do relacionamento. Em depoimento, afirmou que pretendia se casar com Paula e alegou ter agido por ciúmes após ver mensagens de ex-namorados no celular dela. O caso foi inicialmente registrado como feminicídio qualificado mediante emboscada e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.