Cédula descoberta do PCC se aproveitava de licitações da Prefeitura de Praia Grande para cometer lavagem de dinheiro (Daniel Rodrigues/ AT) A Polícia Civil de Itanhaém descobriu uma nova cédula do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Praia Grande após uma série de prisões, entre lideranças e faccionados, no litoral de São Paulo no decorrer deste ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na quinta-feira (3), a Polícia Civil deflagrou a Operação Helmintos, para desarticular um núcleo da facção suspeito de exercer influência sobre atividades econômicas e políticas no município da Baixada Santista. Nela, dois procurados pela Justiça, apontados como integrantes do PCC, foram presos em prédios de alto padrão em Praia Grande. Um terceiro homem foi detido em flagrante após, segundo a Polícia Civil, acobertar provas, ao tentar abandonar um celular durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Anderson Roberto Braghine, conhecido como Fio, e Leonildo Marinho de Andrade, o Nenê, foram presos. Alexander Miguel da Silva, o Gordão, e Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês, seguem foragidos. O grupo é suspeito de movimentar cerca de R\$ 1 bilhão em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O delegado seccional de Itanhaém, Archimedes Cassão Veras, disse para A Tribuna que a operação é resultado de investigações iniciadas após a prisão de vários integrantes, líderes e gerentes do PCC em Itanhaém, entre eles Pandora. As prisões foram noticiadas por A Tribuna. Segundo a investigação, as apurações permitiram chegar a outra esfera do grupo criminoso. “Através das investigações e informações, conseguimos chegar nesse outro braço da organização criminosa. Um braço até mais importante, que é um braço que movimenta um vulto maior de dinheiro, que consegue camuflar, que consegue enganar, não deixar transparente que aquela atividade deles, na verdade, faz parte do crime de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico”, disse Veras. Prisões Em março, uma mulher de 30 anos, investigada por ser uma das líderes da facção criminosa, foi presa por organização criminosa e associação ao tráfico de drogas no bairro Guapurá, em Itanhaém. A líder do PCC tinha o apelido de ‘Pandora’ e ocupava o cargo de disciplina na facção, ou seja, era responsável por dar ordens e cobrar quem não cumpria as regras do grupo criminoso no litoral sul de São Paulo e no Vale do Ribeira. Também em março, outros seis membros da facção criminosa foram presos em Itanhaém. Conforme apurado por A Tribuna, três dos capturados ocupavam o cargo de gerência no tráfico de drogas local. Na ação, foram encontradas várias porções de entorpecentes, sendo que algumas estavam escondidas em tambores no entorno do Rio Itanhaém. Denominada Operação Elos, foi realizada pela Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) da cidade da Baixada Santista, com o objetivo de combater o tráfico de drogas no bairro Oásis. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão como também seis prisões temporárias. A operação teve apoio de outras delegacias, de Itanhaém e de Peruíbe. Mais prisões Em junho, Jerusalém, Medusa, Apolo e Libanês, integrantes do setor de disciplina do PCC, foram presos durante a Operação Acato, deflagrada em cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. A ação teve como alvo investigados que, segundo a corporação, exerciam funções de comando em Peruíbe, Itanhaém, Vale do Ribeira e na chamada sintonia final da organização criminosa na região.