<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.509099" attr-version="policy:1.509099:1775689725" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.509099/Modelo Canva - Polopoly (45).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Polícia descobriu a nova orientação da facção após conversas extraídas do celular de Nike, preso na segunda (6), em Itanhaém (Reprodução e Divulgação/ Dise de Itanhaém)</span></p> <p paraeid="{37006243-5b93-4a5a-b3eb-43bdb7414212}{227}" paraid="897412369" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Chefes e integrantes do alto escalão da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) têm sido orientados a usar celulares do modelo iPhone para tentar dificultar o trabalho da polícia na Baixada Santista e no litoral de São Paulo. É o que apontam investigações da Polícia Civil</span> do litoral sul paulista.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{90}" paraid="1079433885" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{90}" paraid="1079433885" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O delegado Bruno Lazaro, da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (</span>Dise) de <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/litoral-sul">Itanhaém</a>, afirma que a estratégia foi descoberta a partir de conversas obtidas no celular de “Nike”, integrante do PCC <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/nike-do-pcc-um-dos-responsaveis-pelo-tribunal-do-crime-e-preso-na-baixada-santista-1.508789">preso na segunda-feira (6)</a>, além dos dados obtidos em investigações sobre uma célula do crime organizado na região.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{100}" paraid="1153524488" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo o delegado, há uma orientação para que os criminosos do alto escalão do PCC passem a utilizar o iPhone por conta da dinâmica do aparelho e da estrutura de proteção que ele oferece. “Porém, não é suficiente, porque nós também já temos mecanismos para conseguir ultrapassar essas ferramentas. Mas, queira ou não, eles estão colocando alguns embaraços nas nossas investigações. É uma orientação para que as lideranças passassem a utilizar o iPhone como se fosse um remédio para não serem identificadas, o que não procede. Realmente causa um pouco mais de dificuldade, mas a Polícia Civil consegue superar também, sem muitos transtornos”.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{110}" paraid="110505693" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O delegado acrescenta que alguns integrantes chegam a reclamar do valor do aparelho, que costuma ser mais caro. Ainda assim, ele destaca que o PCC tenta se blindar em todas as frentes e camadas. “Quanto mais proteção tiverem para os tentáculos, maior será a proteção para todos. Não tem como proteger um núcleo e deixar outro exposto, porque o núcleo exposto pode chegar aquele mais fechado. É como um jogo de quebra-cabeças”.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{16df8a76-f760-4808-946f-85d43bf179fd}{192}" paraid="927836384" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">L</span>azaro explica que o aumento no número de prisões e descobertas recentes sobre o PCC é resultado do trabalho integrado das forças de segurança. Segundo o delegado, a troca de informações entre as polícias Militar e Civil tem sido essencial no combate ao crime organizado, com o objetivo de sufocar a atuação da facção e alcançar seus altos escalões. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{130}" paraid="1843763484" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conversas entre integrantes</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> teve acesso a conversas que “Nike” manteve com outro integrante do PCC. No diálogo, um homem identificado como “Primo” afirma ter trocado o número de celular após prisões recentes realizadas em Peruíbe e Itanhaém. Ele também menciona a necessidade de que a esposa de "Nike" faça o mesmo, para evitar possíveis descobertas.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{e37b2b93-7343-41e5-95bd-d1adc6d80688}{117}" paraid="1274174041" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Confira abaixo a transcrição dos diálogos </span>extraídos na análise do celular de Nike: </p> </div> <div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.509098" attr-version="policy:1.509098:1775732537" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.509098/Modelo Canva - Polopoly (44).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">(Reprodução)</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{165}" paraid="1242807609" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Nike preso</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na segunda-feira (6), </span>um “disciplina” do PCC, responsável por conduzir o chamado “tribunal do crime” e dar ordens para a facção, conhecido como “Nike”, foi preso em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O criminoso foi localizado após a prisão de “Pandora”, em Itanhaém, <a href="https://www.atribuna.com.br/noticias/policia/pcc-tem-nove-membros-e-liderancas-presas-em-ac-o-da-policia-para-enfraquecer-facc-o-na-baixada-santista-e-litoral-de-sp-1.508377">outra “disciplina” da organização criminosa</a>.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{180}" paraid="2074428750" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo a Polícia Civil, “Nike” foi detido na Rua José Dantas, no bairro Itaoca, por volta das 6h20. De acordo com o boletim de ocorrência obtido por <strong>A Tribuna</strong>, os policiais da </span>Dise de Itanhaém chegaram até ele após investigações iniciadas com a prisão de Pandora. A partir do cruzamento de dados encontrados no telefone da mulher, os agentes identificaram outros membros do PCC.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{190}" paraid="1840773207" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Alvo constante</span></strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O PCC tem sido alvo de uma série de ações da Polícia Civil no litoral sul de São Paulo. Apenas em março, nove integrantes da facção — entre eles uma “disciplina”, uma “sintonia final dos Estados” e quatro gerentes do tráfico — foram presos em Itanhaém, na Baixada Santista.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{205}" paraid="71661101" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Pandora</span></strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Conforme noticiado por <strong>A Tribuna</strong>, em 10 de março, a mulher de 30 anos, investigada como uma das líderes do PCC, foi presa por organização criminosa e associação ao tráfico de drogas no bairro </span>Guarupá, em Itanhaém. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{dbc9e55f-a299-470b-9914-64201460e4b0}{215}" paraid="43798120" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo a Polícia Civil, a líder, conhecida pelo apelido de “Pandora”, ocupava o cargo de “disciplina” na facção, sendo responsável por dar ordens e cobrar integrantes que descumprissem as regras do grupo criminoso no litoral sul de São Paulo e no Vale do Ribeira.</span></p> </div>