Romer Saucedo Goméz, presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Bolívia, foi vítima de assalto em Guarujá (Reprodução/ Redes sociais) Um homem, de 38 anos, que se apresentava como pastor nas redes sociais, foi apontado pela Polícia Civil como líder de uma quadrilha especializada em roubos a residências em Guarujá, no litoral de São Paulo. Preso na quarta-feira (25), ele já havia chamado a atenção das autoridades após um assalto que teve como vítima o presidente do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Bolívia, Romer Saucedo Gómez. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, o pastor se apresentava aos policiais como motorista de aplicativo. No entanto, em seu perfil nas redes sociais, ele se identifica como presbítero, usando a frase “Jesus é o caminho” na biografia. Na foto, aparece de terno, segurando um microfone no púlpito de uma igreja. Segundo o boletim de ocorrência, o pastor é apontado como peça central na estrutura criminosa. Proprietário do veículo utilizado nos crimes, ele seria responsável por recrutar comparsas, transportá-los até os locais escolhidos e conduzir o carro na fuga. As investigações indicam que o grupo percorria ruas residenciais, principalmente em áreas de menor circulação, à procura de vítimas entrando ou saindo de casa. Ao identificar uma oportunidade, o veículo era estacionado rapidamente e dois ou mais integrantes desciam armados, rendiam as vítimas sob grave ameaça e subtraíam bens pessoais, valores e até objetos no interior das residências. Ainda conforme o registro policial, o pastor já foi reconhecido em outros inquéritos por participação em roubos semelhantes, inclusive com identificação do mesmo veículo. Ele já havia sido alvo de prisão temporária por crime da mesma natureza e, segundo a polícia, retomou as atividades criminosas após ser solto. Assalto a ministro boliviano Em entrevista para a TV Tribuna, o delegado Glaucus Vinícius, da Delegacia Sede de Guarujá, afirmou que a investigação ganhou força após um roubo ocorrido no fim do ano passado, quando a quadrilha teria feito como vítima o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo Gómez. O magistrado foi assaltado em frente a um hotel no bairro Jardim Centenário. Conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), três criminosos - um deles armado - chegaram em um veículo, anunciaram o roubo e levaram dinheiro, relógio, celulares e a chave de um carro. Segundo o delegado, foi a partir desse crime que o veículo registrado no nome do pastor passou a ser monitorado com maior atenção. Em outro caso investigado, uma das vítimas realizou transferências bancárias para uma conta vinculada ao acusado, reforçando os indícios de participação direta. Carro usado pelos criminosos, um Hyundai HB20, foi apreendido pela Polícia Civil (Divulgação) Prisão e confronto Na quarta-feira (25), investigadores localizaram o Hyundai HB20 cinza usado nos crimes e passaram a monitorar o pastor. Durante tentativa de abordagem, o grupo tentou fugir. Um dos ocupantes se lançou do carro em movimento e tentou escapar a pé. Outro suspeito, de 20 anos, apontou uma pistola calibre .45 na direção de um policial antes de ser detido. A arma foi apreendida, assim como outra pistola que aparentava ser calibre .380, encontrada sob o banco do motorista. Além do pastor, outros dois homens, de 20 e 28 anos, foram presos. Um quarto suspeito, menor de idade, foi identificado e teve a apreensão solicitada. O homem de 28 anos já tinha prisão preventiva decretada por outro roubo, e Alex estava com prisão temporária em aberto por crime semelhante. Após audiência de custódia, a Justiça converteu as prisões em preventivas. O grupo responderá por roubo, associação criminosa, porte ilegal de arma e outros crimes apurados no inquérito. As investigações continuam, inclusive com pedido de quebra de sigilos telemáticos e análise das redes sociais do suspeito apontado como líder da organização. A Tribuna não conseguiu localizar a defesa do pastor. O espaço segue aberto para manifestação.