[[legacy_image_110569]] Cinco dias após a morte da comerciante Alessandra Tomie Watanabe Kokubun Fagundes, de 41 anos, em Itanhaém, os pais dela lutam para superar a dor provocada pela perda brutal, ocorrida no último sábado (2), e clamam por justiça. Em conversa com A Tribuna nesta quinta-feira (7), os comerciantes Tamie Kokubun, de 69 anos, e Rita de Cássia Watanabe Yoshie Kokubun, de 63, dizem que a saudade é o sentimento que fala mais alto neste momento. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! "A tristeza é grande, mas o que a gente pode fazer é tocar a vida. Eu abraço a foto dela quando sinto muito a falta. Tudo aconteceu bem na frente do nosso comércio. A pessoa que levou o tiro estava deitada de bruços e eu fui socorrê-la. Neste momento, um colega que trabalha conosco virou o rosto da vítima. Quando eu vi, era a minha filha. Eu não tinha nem voz para dizer alguma coisa depois disso", contou Tamie. [[legacy_youtube_9tsV_YYobsU]] Alessandra foi vítima de latrocínio, após assalto na Praça Benedito Calixto, no Centro de Itanhaém. Na noite em que o crime aconteceu, a filha estava indo de carro até o comércio dos pais, pois queria lanchar com eles. Segundo Tamie, o marido dela chegaria em seguida e tudo ocorreu. A mãe de Alessandra, Rita de Cássia, também estava no comércio e ouviu os tiros. Ainda assustada, ela conta que se escondeu embaixo do balcão. "Quando descobri, ela (filha) já tinha partido. Eu vi o rapaz armado e entrei embaixo do balcão. Escutei os dois tiros e ninguém falava nada, só me diziam: 'dona Rita, sua pressão'. Eu falei que estava bem, mas é porque eu não sabia que era ela. Eu perdi a ação quando soube que era minha filha caída no chão, sem poder fazer nada". RepercussãoApós a tragédia, ambos dizem ter se surpreendido com o quanto a filha era querida. "Ela era maravilhosa. Nunca deu trabalho pra gente, era muito trabalhadora. Foi embora sem explicação. É tudo muito dolorido, mas fiquei admirada. Como ela era querida na cidade. Fiquei feliz de saber que ela era tão amada", contou Rita. O pai complementa. "Eu acho que ela está olhando lá de cima para a alegria que ela passava continuar, não acabar. Ela está num lugar melhor do que a gente agora". Em meio a tudo isso, eles lutam por justiça. "Quero descobrir quem fez isso e o motivo. A única coisa que eu quero é justiça, porque está sendo muito sofrimento. Fizeram isso com ela na frente da gente. Cada dia que passa, parece que é pior. Precisou a minha filha ir embora para Itanhaém, uma cidade tão calma, abrir os olhos. Não faz muito tempo que aconteceu em Suarão algo muito parecido, um outro latrocínio", encerra a mãe.