Luan Henrique Silva de Almeida (à direita) era padrasto de Arthur Kenay Andrade de Oliveira (à esquerda) (Reprodução) O padrasto do menino de 8 anos que morreu após dar entrada em parada cardiorrespiratória na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Casqueiro, em Cubatão, na Baixada Santista, passou a ser considerado foragido após a Justiça decretar a prisão preventiva dele no mesmo dia do crime. Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, é apontado como principal investigado no caso, registrado como homicídio com agravante por ter sido cometido contra menor de 14 anos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A decisão ocorre no decorrer das investigações sobre a morte de Arthur Kenay Andrade de Oliveira, que chegou desacordado à unidade de saúde na tarde de sexta-feira (1º) e não resistiu. Imagens reforçam investigação As circunstâncias da morte de Arthur e a participação de Luan Henrique no caso seguem sendo apuradas pelas autoridades; na segunda imagem, de câmera de segurança, o padrasto aparece saindo com o menino nos braços do prédio onde a família mora em São Vicente (Reprodução) Imagens de câmeras de monitoramento, obtidas por A Tribuna, mostram o momento em que Luan Henrique deixa o apartamento onde morava com Arthur e a mãe do menino, no bairro Cidade Náutica, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Nos registros, o padrasto aparece carregando o menino nos ombros na tarde de sexta-feira. A criança aparenta estar desacordada. O horário coincide com o relato de testemunhas e com a versão apresentada pela mãe, de que foi chamada pelo companheiro para socorrer o filho. As imagens também mostram que, cerca de uma hora antes, a mãe havia saído sozinha do imóvel, deixando o menino sob os cuidados do padrasto. Saída e desaparecimento Segundo o boletim de ocorrência, após buscar a companheira em um salão de beleza, Luan Henrique colocou a criança no carro e seguiu até a UPA de Cubatão. Luan Henrique deixou o apartamento onde morava com Arthur e a mãe dele no bairro Cidade Náutica, em São Vicente (Reprodução) Após deixar mãe e filho na unidade de saúde, o padrasto não permaneceu no local. Ainda conforme o relato, o homem teria retornado ao apartamento da família para buscar documentos e, desde então, não foi mais localizado. Luan Henrique também deixou de responder às mensagens da companheira. Caso segue sob apuração O caso é investigado pela Polícia Civil, que já solicitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) e realizou perícia no apartamento. O menino apresentava diversos hematomas pelo corpo, além de lesões compatíveis com maus-tratos, segundo relato médico registrado na ocorrência. As circunstâncias da morte e a participação do investigado seguem sendo apuradas pelas autoridades.