Sentença que condenou o criminoso foi emitida no último dia 2 (Imagem ilustrativa) Um homem foi condenado pela Justiça de Iguape, no Vale do Ribeira, a 54 anos de prisão por estuprar sua enteada. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o criminoso se passava por um “guia espiritual” e, através de mensagens, dizia à vítima que ela deveria manter relações com o padrasto (ele próprio) para livrar a mãe de um feitiço. Além da detenção, o homem terá de indenizar a vítima em R\$ 100 mil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Responsável pela acusação, a promotora Fernanda Riviera Czimmermmann comprovou que os crimes começaram a ser praticados quando a menina tinha apenas 12 anos de idade. De acordo com o MP-SP, a vítima não suspeitava de que o suposto guia espiritual se tratava, na verdade, do próprio padrasto. Foi comprovado, também, que o homem controlava quase todos os aspectos da vida da vítima, incluindo suas amizades, os contatos que poderia ter, as músicas que ouvia, além do uso de seu aparelho celular. Ainda conforme o Ministério Público, os abusos continuaram até a maioridade da menina. A partir daí, o padrasto passou a ameaçá-la dizendo que a mãe dela poderia morrer caso se recusasse a manter as relações sexuais. Como o processo se encontra sob segredo de Justiça, não há mais informações sobre os envolvidos. A sentença que condenou o padrasto foi emitida no último dia 2 pelo juiz Bruno Terra. “Não há dúvidas de que o réu, sob a falsa identidade, se apresentava como guia espiritual para o núcleo familiar composto por ele, a vítima e sua genitora, a fim de manipular ambas e praticar os crimes que lhe são imputados”, escreveu o magistrado na sentença.