O caso está sendo investigado pela Delegacia da Defesa da Mulher de Guarujá (Helder Lima/ PMG) Um homem de 31 anos é investigado pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra uma menina, de 11, filha de sua ex-companheira, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo a mãe da vítima, que preferiu não ser identificada, por questão de segurança, a denúncia foi feita pela criança no momento em que o acusado foi preso por violência doméstica. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o boletim de ocorrência, a denúncia foi feita em 27 de abril, após a detenção do homem, que havia agredido e ameaçado a mãe da menina, com quem tinha um relacionamento. Em depoimento, a mulher relatou ter descoberto conversas inapropriadas entre o padrasto e a criança por um aplicativo de mensagens. À mãe, a filha contou ainda que o homem a tocava de maneira inapropriada, e que já a havia forçado a manter relações sexuais. A menina também disse que os abusos aconteciam desde quando ela tinha cerca de 5 anos. Conforme apurado, após ser preso em flagrante por agredir a então companheira, o homem recebeu o benefício de liberdade provisória. Medo Para A Tribuna, a mulher relatou temor diante da liberdade de seu ex-companheiro. “Ando na rua desconfiada, fico sempre preocupada com minha filha na escola”, afirma. Segundo ela, o laudo que comprovou a violência sexual cometida pelo investigado ficou pronto após a soltura do homem. Agora, a mulher cobra celeridade da Justiça para que ele seja novamente preso. “O caso anda em um ritmo muito lento. Minha filha ainda não foi ouvida”, protesta. Defesa Representante legal da família, a advogada Sandra Campos Vieira ressaltou que o processo corre sob segredo de Justiça e, por isso, outros detalhes não podem ser revelados. Em nota, a advogada afirmou que a família “aguarda das autoridades competentes atuação célere, rigorosa e compatível com a gravidade dos fatos (que são) objeto da investigação, sobretudo considerando a necessidade de proteção da vítima e da sociedade”. A representante legal acrescentou que seguirá acompanhando atentamente o caso, adotando “todas as medidas jurídicas cabíveis para assegurar a adequada apuração dos fatos e a efetiva aplicação da lei”. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmou que o homem segue sendo investigado pela Polícia Civil. A pasta preservou detalhes dada a natureza do crime. Procurada, a defesa do acusado não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.