[[legacy_image_337671]] A queda de um paciente da ala psiquiátrica, que fica no sexto andar do Hospital Municipal de Cubatão, motiva questionamentos sobre as condições de segurança da unidade de saúde. O incidente aconteceu na manhã de sexta-feira (23) e a família, indignada e revoltada, acredita que isso não teria acontecido caso houvesse melhor estrutura no local. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Erivaldo Gomes de Lima tinha 43 anos e era portador de esquizofrenia desde que nasceu. Ele estava internado há um mês - era interditado judicialmente - e, antes, morava com a mãe. "Ele foi para a sala de recreação em frente ao quarto dele (local onde houve a queda). Por ser uma ala psiquiátrica, a tela dessa sala deveria ser bem reforçada, mas cheguei a ir lá e ela parecia ser antiga e nada reforçada", conta a irmã, Edivania Gomes da Silva. Neste sábado (24), Edivania tratava das providências referentes ao velório e ao sepultamento de Erivaldo. O hospital, segundo ela, deu satisfação do ocorrido e ofereceu ajuda psicológica. Também citou que o vice-prefeito de Cubatão, Ivan Hildebrando, está dando suporte e apoio aos familiares. "Vamos aguardar a posição mostrada pelo laudo da Polícia Civil", afirma Edivania, ao ser questionada se pensava em processar o hospital pelo ocorrido. Outro lado Segundo a Sociedade Brasileira Caminho de Damasco, gestora do Hospital Municipal de Cubatão, os profissionais de saúde foram acionados por volta das 9h30. O paciente foi encontrado na área de trás do prédio, foi prontamente socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro para avaliação médica. Após todas as tentativas de reanimação, foi constatada a morte. "O Hospital Municipal de Cubatão lamenta profundamente o fato sucedido e informa que toda assistência está sendo prestada aos familiares, com quem nos solidarizamos neste momento. Devido à sensibilidade do fato, não é possível entrar em mais detalhes, ainda assim reforçamos que a direção do hospital está tomando todas as medidas necessárias relacionadas ao caso. A Prefeitura Municipal determinou abertura de processo administrativo para apurar o ocorrido e informa que está colaborando com as autoridades policiais", disse ainda a nota. Ao ser perguntada por A Tribuna sobre o porquê de não haver grades no local, a Sociedade Brasileira Caminho de Damasco esclareceu que "implantação de grades não é obrigatória, visto que hospitais e alas psiquiátricas não devem funcionar como unidades prisionais". Afirmou, ainda, que o caso está sob análise do comitê de avaliação e sindicância, e que todas as medidas de melhoria que forem detectadas serão implementadas. Segundo a família, o velório de Erivaldo acontece neste domingo (25), e o sepultamento será às 14h, no Cemitério de Cubatão.