[[legacy_image_332906]] A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pediu pelo afastamento dos 11 policiais supostamente envolvidos no caso de estupro coletivo de uma mulher de 33 anos, em Guarujá, no litoral de São Paulo. A informação foi confirmada por A Tribuna nesta segunda-feira (5). O caso aconteceu em julho do ano passado, e a vítima relatou que, inclusive, chegou a engravidar, mas interrompeu a gestação. Conforme a nota da enviada pela pasta, após serem informados a denúncia, a Ouvidoria oficiou a Polícia Judiciária, solicitando mais informações sobre o caso, incluindo os laudos periciais. Além disso, a Corregedoria da PM também foi oficiada, solicitando o imediato afastamento dos policiais militares do trabalho operacional devido à gravidade das acusações. De acordo com a Ouvidoria, o ofício foi enviado no dia 2 de fevereiro e até o momento a pasta não recebeu retorno sobre o pedido. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), bem como a Polícia Militar (PM), foram procuradas para se pronunciar a respeito do pedido de afastamento dos oficiais, mas até o momento não retornaram. Entenda o casoA mulher tinha, há muitos anos, amizade com policiais e costumava frequentar festas organizadas por PMs. Parte delas teria ocorrido durante a Operação Verão, quando um grande efetivo de agentes se desloca para o Litoral de SP para garantir a segurança da região entre os meses de dezembro e fevereiro. A vítima diz ter sido dopada e estuprada por 12 homens, sendo que 11 eram policiais militares em um churrasco organizado em uma casa em Guarujá. Por conta do estupro, ela teria engravidado no dia da festa. Depois de confirmar a gestação, ela optou por fazer o aborto no quarto mês de gravidez. Mas, para isso, precisou registrar boletim de ocorrência (BO) na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da Capital sobre o ocorrido na festa. O BO foi registrado no mês de dezembro. Desconfiada, cinco meses depois do crime, a mulher fez exames médicos e descobriu a gravidez. Ao procurar o sistema de saúde de Guarujá, foi informada que não poderia interromper a gestação. Foi aí que a vítima subiu até São Paulo, onde conseguiu realizar o aborto, após registrar o boletim de ocorrência. De acordo com o Código Penal, a gestante vítima de violência sexual pode procurar um hospital para fazer o procedimento de aborto. Para isso, ela deve passar por atendimento especializado com uma equipe multidisciplinar, que avaliará o relato em conjunto com exames e sondagens técnicas, para a realização do procedimento de extração do feto.