[[legacy_image_334544]] O ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Claudio Aparecido da Silva, esteve neste domingo (11) na Baixada Santista. O motivo é o acompanhamento "com muita apreensão desde o início" da nova operação deflagrada na região, a terceira fase da Operação Verão. Ela começou juntamente com a mudança do gabinete da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) para Santos. Até o momento, são 18 mortos, segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Silva chegou na Câmara Municipal de São Vicente por volta de 11h. Na comitiva, estavam também presentes representantes de entidades sociais, grupos de direitos humanos, ONGs e alguns políticos. No local, encontrava-se o pai do rapaz que foi baleado duas vezes durante diligência ao Parque Bitaru, bairro da cidade, na tarde de sexta-feira (9). Acompanhado do ouvidor da Polícia, o homem foi ao DP Sede de São Vicente para fazer boletim de ocorrência por agressão, pois foi empurrado, além de prestar esclarecimentos e relatar a sua versão sobre o que aconteceu no dia. Na sequência, o ouvidor e a comitiva seguiram rumo a algumas comunidades para ouvir relatos de moradores que estão alegando excesso de violência policial - alguns deles, inclusive, familiares de pessoas que morreram em confrontos com a polícia. Segundo a Ouvidoria, têm sido frequentes as reclamações de moradores da região sobre o uso desproporcional de violência e força por parte dos policiais. O órgão diz, também, que está em contato com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, refletindo e trocando suas preocupações com o crescente volume de reclamações. As denúncias têm sido recebidas através de moradores e grupos em redes sociais, com vídeos, fotos e áudios. "Nota-se um recrudescimento assimétrico da violência nos últimos quatro dias, com ênfase para a última sexta-feira (9), percepção que parte não apenas desta Ouvidoria, mas é compartilhada por diversas instituições e entidades de direitos humanos", completa, em nota divulgada pelo órgão neste sábado (10). Ainda de acordo com a entidade, o ouvidor, professor Claudio Silva, esteve em contato telefônico com o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, para tratar desses acontecimentos e houve "o consequente comprometimento do ministro em buscar respostas junto a diversas autoridades das esferas estadual e federal, sobre esse crescente e preocupante número de denúncias que têm chegado a todos os órgãos de defesa dos direitos da pessoa humana". Como denunciar A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo coloca à disposição os seus canais pelo WhatsApp (mensagens/arquivos) (11) 97469-9812 e ainda o telefone 0800-0177070 (de segunda a sexta, das 9h às 17h). O contato pode ser feito, também, via e-mail ouvidoriadapolicia@sp.gov.br ou até mesmo presencialmente, na Rua Japurá, 42, Bela Vista, São Paulo, de segunda a sexta, das 9 às 15 horas. Defensoria Pública em Santos A Defensoria Pública de São Paulo montou uma estrutura de atendimento e coletas de relatos de vítimas e testemunhas de violência decorrente da operação em curso na Baixada Santista, para verificar possíveis violações de direitos, garantindo a segurança e o sigilo das testemunhas. O atendimento é gratuito e tem como objetivo acolher vítimas e familiares, direcioná-las - quando necessário - aos serviços da rede pública municipal e/ou estadual, e fazer o acompanhamento multidisciplinar dos atendidos. A unidade em Santos funciona de segunda a sexta-feira, das 10 às 17 horas, na Rua João Pessoa, 241, Centro, telefone (13) 2102-2450. O e-mail é unidade.santos@defensoria.sp.def.br.