Operação combate invasão de mangue na Área Continental, em São Vicente

Força-tarefa contou com trabalhos da Polícia Civil e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente

Por: Eduardo Velozo Fuccia  -  06/12/18  -  21:44
Grileiros também iniciaram o processo de desmatamento e aterramento do mangue com entulho
Grileiros também iniciaram o processo de desmatamento e aterramento do mangue com entulho   Foto: Divulgação/Polícia Civil

A invasão de uma área de mangue na Área Continental de São Vicente foi descoberta pela Polícia Civil na quarta-feira (5), sendo realizada nesta quinta-feira (6) operação conjunta com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para reprimir a grilagem. A área de preservação ambiental foi invadida supostamente no último final de semana e nela foram afixadas estacas para demarcar os lotes a serem negociados. Os grileiros também iniciaram o processo de desmatamento e aterramento do mangue com entulho.


O crime ambiental foi descoberto pela equipe do delegado Norberto Donizete Bergamini, titular do 3º DP de São Vicente, e do chefe dos investigadores Célio Fattori. Não houve prisões, mas inquérito policial foi instaurado para identificar e responsabilizar os infratores.


De acordo com o Artigo 38 da Lei 9.605/1998, é crime “destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção”. A pena é de multa e/ou detenção, de um a três anos.


Provavelmente, os grileiros dariam continuidade ao crime ambiental nos próximos sábado e domingo, por acreditarem que nesses dias não há fiscalização por parte da polícia e de outros órgãos. O principal acesso ao mangue é pela Rua Sessenta, no Quarentenário.


Rio Mariana


Para facilitar a chegada ao loteamento clandestino no mangue, os grileiros providenciaram manilhas para canalizar um braço do Rio Mariana, conforme detalha o investigador Célio Fattori: “A canalização facilitaria o acesso até de caminhões ao manguezal para jogar entulho e aterrar a área”.


O delegado Bergamini comunicou o fato à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Força-tarefa formada pelos dois órgãos deflagrou na tarde de ontem operação para a retirada das manilhas e do máximo possível do entulho jogado na área para aterrá-la. Para isso, a Prefeitura disponibilizou operários e uma retroescavadeira.


Bergamini disse que, além do crime ambiental, também é checada informação de que as manilhas utilizadas para canalizar o braço do Rio Mariana foram furtadas de uma obra da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp).


Confira o vídeo:



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