[[legacy_image_1126]] A invasão de uma área de mangue na Área Continental de São Vicente foi descoberta pela Polícia Civil na quarta-feira (5), sendo realizada nesta quinta-feira (6) operação conjunta com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para reprimir a grilagem. A área de preservação ambiental foi invadida supostamente no último final de semana e nela foram afixadas estacas para demarcar os lotes a serem negociados. Os grileiros também iniciaram o processo de desmatamento e aterramento do mangue com entulho. O crime ambiental foi descoberto pela equipe do delegado Norberto Donizete Bergamini, titular do 3º DP de São Vicente, e do chefe dos investigadores Célio Fattori. Não houve prisões, mas inquérito policial foi instaurado para identificar e responsabilizar os infratores. De acordo com o Artigo 38 da Lei 9.605/1998, é crime “destruir ou danificar floresta considerada de preservação permanente, mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção”. A pena é de multa e/ou detenção, de um a três anos. Provavelmente, os grileiros dariam continuidade ao crime ambiental nos próximos sábado e domingo, por acreditarem que nesses dias não há fiscalização por parte da polícia e de outros órgãos. O principal acesso ao mangue é pela Rua Sessenta, no Quarentenário. Rio Mariana Para facilitar a chegada ao loteamento clandestino no mangue, os grileiros providenciaram manilhas para canalizar um braço do Rio Mariana, conforme detalha o investigador Célio Fattori: “A canalização facilitaria o acesso até de caminhões ao manguezal para jogar entulho e aterrar a área”. O delegado Bergamini comunicou o fato à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Força-tarefa formada pelos dois órgãos deflagrou na tarde de ontem operação para a retirada das manilhas e do máximo possível do entulho jogado na área para aterrá-la. Para isso, a Prefeitura disponibilizou operários e uma retroescavadeira. Bergamini disse que, além do crime ambiental, também é checada informação de que as manilhas utilizadas para canalizar o braço do Rio Mariana foram furtadas de uma obra da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp). Confira o vídeo: [[legacy_youtube_-964Oju7qpo]]