[[legacy_image_70930]] Uma operação da Polícia Civil prendeu, ontem, 220 criminosos e apreendeu 40 menores por diversos crimes. A ação reuniu a área das seccionais de Santos, Itanhaém, Registro e Jacupiranga, cobertas pela Deinter 6. Foram apreendidos mais de 17 mil objetos, entre veículos, armas, discos piratas, entre outros. Também foram recolhidos cerca de 280 kg de drogas, a maior parte maconha e lança-perfume. Mais de 400 policiais efetivaram os mandados de busca, fizeram as prisões em flagrante e autuações entre as 11 horas de quarta-feira e 11 horas de ontem. Dois casos chamaram a atenção dos policiais: a apreensão de 48 toneladas de azeitonas preparadas para envasamento, em Mongaguá, e a prisão de um veterinário e seu comparsa, que mantinham um canil clandestino em Itanhaém. O local ficava no bairro Jardim Jamaica e foram encontrados 70 cachorros em condições insalubres, além de animais silvestres, como aves,coelhos e tartarugas. Segundo a Delegada titular de investigações gerais de Itanhaém, Evelyn Gonzalez Gagliardi, os dois sócios usavam o local para reprodução de cachorros, principalmente de pequeno porte, que seriam vendidos a comerciantes e à população em geral. Um dos detidos é veterinário e pode ter o registro cassado. Os cães estavam doentes, feridos, desnutridos, alguns até cegos. Eram principalmente cães da raça Shih-tzu, de diversas idades. Os animais foram encaminhados para a ONG Focinhos Carentes, de São Bernardo do Campo, que fez um auto de acolhimento dos bichos e precisa de ajuda. “Geralmente, quem compra um bicho de estimação nem sabe as origens, acreditando que o processo de cuidado tenha sido respeitado. Seria muito mais interessante as pessoas repensarem a questão da compra de animais. Trocar o comprar por adotar, porque a comercialização alimenta esses canis de reprodução animal”, afirma a delegada. Apesar de ser uma discussão antiga, a policial reforça que a sociedade precisa pensar a proibição da comercialização de bichos de estimação. “Em visões gerais, nunca tinha visto uma apreensão com essa quantidade. Vira e mexe há um caso isolado de maus-tratos, mas investigação sobre um canil e ter efetivamente 70 cachorros, além de silvestres, nunca tinha visto”, desabafa. Azeitonas No Balneário Jussara, em Mongaguá, as azeitonas apreendidas estavam a ponto de serem comercializadas, distribuídas em grandes tubos de 200 kg cada, num galpão. A Anvisa acompanha a ocorrência. Ninguém foi preso. Como não se sabe ainda desde quando esses produtos podem estar sendo comercializados, a dica para o consumidor é ter a certeza do local onde está comprando o produto. “Assim como o palmito, a orientação é a pessoa comprar em locais idôneos e não de terceiros, porque fica complicado identificar, fora da comercialização formal, se aquele produto está próprio ou não”, explica a delegada. Em PG, prisão por furto de fios de cobre Em Praia Grande, a polícia prendeu em flagrante Osmar Cosme da Silva, de 59 anos, acusado de furtar ao menos 8 kg de fios de cobre de uma distribuidora de energia. Não se sabe desde quando ele furtava os fios, mas também foi detida uma receptadora, que mantinha quase a mesma quantidade de cobre. Silva estava há 19 anos na prestadora. Ele era responsável por coordenar equipes de manutenção de fios da rede elétrica e foi preso em casa, próximo à Curva do S. “A expectativa é a de que parte do problema do roubo de fios, que é algo comum em Praia Grande, infelizmente, diminua”, diz o delegado titular do município, Sérgio Lemos Nassur. Identificados Não ligada à operação da Deinter 6, mas também divulgada ontem, pela polícia, a identificação de ao menos dois indivíduos acusados de praticar furtos em condomínios de luxo da Cidade. São eles: Bruno Pereira da Costa e Marlon Gomes Mendes do Prado. De acordo com o delegado, os criminosos já foram reconhecidos em pelo menos quatro furtos. E o que mais chama atenção é o modo que eles agem: miram um prédio de luxo qualquer, buscam informações sobre nomes dos moradores em listas telefônicas ou na internet, obtêm a confiança dos porteiros, entram e saem do prédio despercebidos, levando pequenos objetos de grande valor, como joias, relógios de luxo e dinheiro. “Eles dizem que vão visitar uma tia, amiga, padrinho.Citam nome e apartamento da pessoa, ganham a confiança dos porteiros despreparados, entram e saem sem fazer alarde”, diz o delegado. Para entrar, eles usam exclusivamente uma chave de fenda. Segundo a polícia, duas testemunhas já reconheceram os dois.