Os golpistas ligaram para o idoso, fingindo ser seu gerente de banco, e usaram técnicas de manipulação para convencê-lo de que as transferências seriam revertidas ( Divulgação/ SSP-SP ) Três homens, de 35, 41 e 49 anos, foram presos no litoral de São Paulo nesta quarta-feira (30), durante uma megaoperação contra uma quadrilha especializada em fraudes financeiras e que movimentou R\$ 6 milhões no ano passado. De acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP), as capturas aconteceram em Santos, Praia Grande e Guarujá. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As ações fazem parte da Operação Contra-Golpe, em parceria com a 12ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, que fica em Copacabana. Segundo as investigações, o grupo criminoso fez vítimas em diversos estados, com foco principalmente em idosos, e movimentou cerca de R\$ 6 milhões no último ano. De acordo com a SSP, policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, em apoio aos agentes do Rio de Janeiro, cumpriram os mandados de prisão nos municípios. Os três estão á disposição da Justiça. Detalhes da investigação As investigações revelaram que os criminosos entraram em contato com um homem de 75 anos através de uma mensagem por SMS, oferecendo um suposto desconto na fatura do cartão de crédito. Ao clicar no link, a vítima permitiu que a quadrilha realizasse quatro transferências bancárias que totalizaram cerca de R\$ 130 mil. Em seguida, os golpistas ligaram para o idoso, fingindo ser seu gerente de banco, e usaram técnicas de manipulação para convencê-lo de que as transferências seriam revertidas, mas que ele precisaria enviar o restante do dinheiro para "ajudar" na prisão dos estelionatários. Acreditando estar colaborando com uma operação da Polícia Federal (PF), o homem fez mais cinco transferências, resultando em um prejuízo total de R\$ 1,17 milhão. Após uma investigação detalhada, que contou com o apoio do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), oito pessoas foram indiciadas por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça decretou a prisão preventiva dos envolvidos e o bloqueio de suas contas bancárias. As investigações indicam que o grupo agiu em vários estados, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Ceará, e outros. O uso de diversas contas bancárias para disfarçar e lavar o dinheiro chamou a atenção dos agentes. Estima-se que pelo menos 30 pessoas estejam envolvidas na quadrilha, que é uma das maiores em atividade no Brasil. Apenas um dos presos possuía mais de 40 contas bancárias. Com essa operação, o 12ª DP do Rio de Janeiro espera identificar outros membros da organização criminosa.