[[legacy_image_330153]] A Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou, em nota, que a Operação Escudo foi desencadeada no Litoral de São Paulo com o objetivo de identificar e prender os criminosos que assassinaram o soldado da Polícia Militar (PM) Marcelo Augusto da Silva, de 28 anos, baleado na madrugada de sexta-feira (26) na Rodovia dos Imigrantes, em Cubatão. Em sua página no Instagram, o secretário da Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite, disse ter mobilizado forças policiais para a prisão dos criminosos. "Nossos serviços de inteligência das polícias já estão trabalhando para identificar os criminosos que mataram o soldado Marcelo Augusto da Silva, em Cubatão. Estamos realizando saturação nas imediações do crime. Isso não ficará impune. Meus sentimentos aos familiares e amigos", escreveu. Relembre o casoMarcelo Augusto da Silva era policial militar e morador de São Paulo. Ele estava em Praia Grande para trabalhar na Operação Verão, e voltava para casa quando foi assassinado a tiros. De acordo com a SSP, policiais militares rodoviários (PMRs) foram chamados para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo e foram até o local, onde encontraram a vítima ferida ao lado de sua motocicleta. A equipe da PMR encontrou, além disso, dez cápsulas de pistola 9 mm e calibre 12, além de munição da pistola .40, a arma usada pela Polícia Militar. O resgate também foi acionado e constatou a morte do soldado, que foi atingido por tiros na cabeça e no abdômen. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para o exame necroscópico. O caso foi tratado inicialmente como tentativa de roubo, mas o registro policial, na Delegacia de Polícia Civil de Cubatão, faz referência apenas a homicídio. Isso porque a moto e os pertences pessoais de Marcelo estavam no local e foram recolhidos para ajudar na investigação. Policiais civis de Cubatão coletaram imagens de câmeras de monitoramento da rodovia para analisar o conteúdo. Mortes de PMsEsta foi a terceira morte de policiais militares no Estado de São Paulo em pouco mais de uma semana. No dia 18 deste mês, a soldado PM Sabrina Freire Romão Franklin, de 30 anos, foi assassinada após uma tentativa de assalto em Parelheiros, na zona sul de São Paulo. No mesmo dia, o policial militar da reserva, Paulo Marcelo da Silveira, de 69 anos, foi vítima de latrocínio no Jardim Eldorado, também na zona sul da capital. Entre os dias 18 e 19, foram registrados outros ataques a policiais militares no estado. Dois suspeitos foram presos pela morte da policial Sabrina. Na ocasião das prisões, o secretário Guilherme Derrite disse que haveria resposta a todos os ataques contra a polícia, com a reativação da chamada Operação Escudo, mobilizada em resposta aos ataques. "Nenhum ataque a policial ficará impune. Já estamos imediatamente em operação após esses fatos", disse. As operações foram realizadas na região sul da capital paulista, em decorrência da morte de Sabrina e de Silveira; em Santo André; em Guarulhos e na região de Piracicaba, onde houve ataques a policiais, mas sem óbito. Antes, Derrite já havia afirmado em entrevista que existe pena de morte no Brasil, mas apenas para os policiais. "Quando um policial é identificado e quando não consegue se defender, ali é que automaticamente existe a pena de morte", disse, em vídeo postado em seu Instagram. Operação EscudoA operação foi realizada entre julho e setembro de 2023 para prender os suspeitos do assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, policial da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em Guarujá. Durante as ações, que duraram cerca de 40 dias, 28 pessoas foram mortas. A operação foi alvo de denúncias de abusos e de episódios de violência policial como forma de retaliação à morte do soldado.