O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas investigadas na segunda fase da Operação Narco Azimut, realizada em março em parceria com a Polícia Federal (PF). As investigações apontam que os acusados integram um grupo criminoso especializado na lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas, como tráfico internacional de drogas, rifas ilegais e apostas em plataformas sem regulamentação no Brasil. As apurações indicam ainda que os denunciados movimentaram mais de R\$ 262 milhões ao longo de 2025. Caso a Justiça Federal aceite a denúncia, os envolvidos responderão por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As investigações que embasam a acusação dão continuidade às operações Narco Vela e a Narco Bet, no qual investigados do litoral de São Paulo foram presos por participarem de um esquema criminoso. Além disso, a Narco Azimut II é um desdobramento da primeira fase da própria Narco Azimut, realizada em janeiro deste ano. O conjunto das apurações vem desmantelando um esquema bilionário voltado à ocultação da origem de recursos ilegais, com a participação de empresários, doleiros, influenciadores digitais e nomes da cena musical. Na última quarta-feira (15), uma nova etapa foi deflagrada com a Operação Narco Fluxo, que busca atingir o núcleo financeiro da organização criminosa. Esta é a 12ª denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra integrantes do esquema. As provas obtidas após o cumprimento de mandados de busca e apreensão na segunda fase da Narco Azimut indicam que os 13 denunciados formavam um grupo altamente estruturado, com divisão de tarefas e coordenação entre os membros. Segundo as investigações, os envolvidos realizaram diversas manobras para dificultar a fiscalização, ocultar a origem ilícita dos recursos e reinseri-los no sistema econômico. Entre as práticas identificadas estão a fragmentação de operações, a distribuição de valores em múltiplas contas, o uso de mecanismos informais de compensação e a utilização de pessoas físicas e jurídicas para dissimular as movimentações. As transações ocorriam tanto em espécie quanto por meio de transferências bancárias, Pix e operações com criptoativos. Parte dos valores foi enviada ao exterior à margem dos mecanismos de controle das autoridades brasileiras. Os trabalhos do MPF contaram com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Leia mais sobre